sábado, 9 de novembro de 2013

Limites do Tempo: do caos à eternidade

A Matemática é uma ciência tão antiga quanto a humanidade. Ao longo do tempo fomos organizando as coisas, criando estruturas, como o plano cartesiano, de Descartes, até chegarmos à Matemática complexa que temos hoje. Uma coisa fascinante sobre ela é que por meio dela podemos estudar muitas coisas na realidade a nossa volta, e compreender melhor essa realidade. Mas nesse momento não pretendo fazer algo assim. O tema que me propus a escrever hoje me veio à mente enquanto meditava sobre o tempo.
O tempo é algo a que estamos ligados, e com o qual interagimos sempre, e a natureza do tempo me lembra a reta real na Matemática:
(…), -10, -9, -8, -7, -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, (…)
A diferença da reta real para o tempo é que na nossa contagem do tempo não contamos o ano zero, pulamos direto do -1 para o 1. E um fato extraordinário sobre o tempo é que um homem dividiu a História em dois períodos de tempo: Jesus Cristo. A partir dele começamos a contar os anos de forma crescente. Estudamos a História antes e depois de Cristo.
A reta real também nos apresenta um conceito que não captamos muito bem: a noção de infinito. No sentido negativo, os números decrescem para o infinito, e no sentido positivo eles crescem para o infinito. Será o tempo assim também? Uma declaração bíblica que me vêm à mente ao pensar sobre isso é: “De eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmos 90:2. O Deus bíblico é eterno, e o conceito desse texto que acabo de citar me lembra claramente a sequência dos números reais e nos diz que, da mesma forma, Deus vem da eternidade, do infinito passado, e vai para a eternidade, o infinito futuro. E essa lógica nos mostra que, da perspectiva bíblica, o tempo é eterno, como a reta real, ele vem da eternidade e vai para a eternidade.
Um outro conceito que, estudando recentemente, me lembrou desse tema, é o conceito de limite. Matematicamente estudamos funções. De forma muito, mas muito resumida, funções são desenhos especiais no plano cartesiano. Nesse contexto estudamos limites nessas funções, e hoje se usa muito esses conceitos para trabalhar com coisas palpáveis como a economia e a engenharia em seus diversos ramos. Sem entrar em detalhes sobre essas coisas, mas apenas fazendo um paralelo sobre o tempo, compreendo que, diferente de Deus, nós somos limitados e finitos. Como uma função definida para começar em um determinado número e terminar em outro.
Temos, em relação a esse assunto, a teoria da evolução e a teoria da criação. Ambas com base científica e filosófica. A diferença básica das duas, no meu ponto de vista, é que a primeira nos dá uma visão sobre nossa vida e a segunda nos dá outra visão sobre ela.
A teoria evolutiva nos faz meras funções finitas, iniciando no tempo infinito em um momento, ao nascer, e morrendo alguns anos depois, sem nunca mais existir. Esse pensamento levado às últimas consequências pode levar alguém ao extremo egoísmo e ao evolucionismo social, buscando crescimento a qualquer preço sob a justificativa da sobrevivência do mais forte. A teoria descarta Deus e, nesse contexto, não há um juízo a enfrentar para prestar contas da vida, logo não importa muito o que se faz dela, pois a morte é um grande ponto final. Não resta espaço para os necessitados e menos favorecidos nessa linha de pensamento, o que é um problema sério. Isso pode estar por trás dos muitos problemas que enfrentamos hoje.
A teoria da criação, ao contrário, nos faz parecer como uma função mais complexa, porque dentro da perspectiva bíblica, Deus cria cada um de nós ao nascer, num determinado momento do tempo, nos permite viver até morrer, mas não pára por aí. Nos dá a oportunidade de continuar. Matematicamente podemos criar funções com intervalos, parando em um dado número e ressurgindo em um outro número à frente. Da mesma forma, dentro do contexto bíblico, temos a possibilidade de nos unir ao Senhor do tempo, da vida e da morte, Jesus Cristo, e voltar à vida depois de um tempo após a morte, na ressurreição, para viver eternamente. Assim como nós temos liberdade de definir a finitude ou a continuidade das funções que definimos, Deus tem controle sobre nossa vida, para dar continuidade ou fim, para sempre, a ela. Esse pensamento criacionista, ao contrário do evolucionista, levado às últimas consequências, leva a pessoa à revelação bíblica, ao Deus bíblico, à moral bíblica, ao altruísmo, à busca por um mundo mais humano e justo, onde as pessoas cresçam juntas, os fortes levantando os fracos. Nesse contexto há mais coerência e mais equilíbrio.
Da perspectiva evolutiva deveria ser natural morrer, então porque a finitude da morte incomoda tanto? Porque não é naturalmente aceita? Do ponto de vista criacionista, ao contrário, não nos conformamos com a morte porque fomos criados para ser eternos, e a morte é apenas uma consequência da nossa maldade, nada natural. Nesse ponto o criacionismo é mais coerente com a realidade observada. O evolucionismo não oferece nenhuma perspectiva de continuidade após a morte, o criacionismo oferece a possibilidade da vida eterna. A questão da finitude ou continuidade diante da morte é um dos pontos chave que diferencia os dois pensamentos, as duas cosmovisões. Nesse mesmo contexto existe, em cada um de nós, a noção de moral, de justiça, de certo e errado. Temos a tendência de errar, mas ao fazê-lo percebemos, dentro de nós, a partir dessa noção inerente à nossa natureza, que está errado. Diante de alguma injustiça temos a mesma percepção. De onde veio isso? E porque não conseguimos escapar a essa ideia quando queremos? Isso nos leva a compreender que existe uma lei do espírito humano que determina o que é certo e errado e que ela está impressa em cada um de nós. Isso nos leva à pergunta: de onde veio tal lei? Quem colocou essa lei em nós? Então o criacionismo novamente faz mais sentido, porque aqui encontramos Deus, o criador da moral, implantando essa noção em nós e cobrando isso sempre por meio da mesma noção, para o bem da humanidade (Romanos 2:14 e 15).
A realidade é sempre muito complexa, muito mais do que a Matemática simples, e por isso usamos a Matemática avançada para compreender melhor os aspectos da vida real. Nesse ponto de vista, a teoria da evolução é simples demais para retratar a realidade observada, da perspectiva do tempo. O criacionismo é parte da revelação bíblica, mas não pára por aí. Existem evidências sólidas, na Ciência, que corroboram esse pensamento. Você pode encontrar essas evidências nas referências dessa postagem. E até do ponto de vista dessa analogia matemática que fiz aqui agora, é mais lógico e sensato o criacionismo do que o evolucionismo.
Existe ainda algo mais nesses pontos de vista. Da perspectiva evolutiva, estamos fadados ao caos daqui a alguns anos, dadas as condições precárias do nosso planeta que, em seu processo de entropia e com uma mãozinha da poluição e outros fatores criados por nós, está caminhando rápido para o colapso. Marte é um destino que alguns estão buscando agora. Do ponto de vista bíblico, ao contrário, esse processo de entropia, onde a cada ano estamos mais próximos de um fim, um limite, é um sinal dado por Cristo de que ele está vindo, em breve, muito em breve, para dar fim nessa parte negativa dessa “função” que vivemos aqui e estabelecer seu reino de justiça e paz, eterno, na continuidade positiva dessa “função”. (Mateus 24)
Estudando a história e as profecias bíblicas compreendemos como elas se cumpriram de forma fantástica ao longo do tempo. E esse livro, escrito há mais de dois mil anos, nos deixa uma esperança extraordinária:
“Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada. Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam essas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis.” I Pedro 3:8 a 14
Sabemos, pelos dados científicos que temos hoje, que estamos nos aproximando do colapso em nosso planeta. Todos os países estão agora buscando amenizar a situação, com políticas de sustentabilidade, mas um exame mais acurado do processo em que estamos nos mostra que não há muitas perspectivas para o futuro. Esse texto bíblico nos informa que não escaparemos do colapso, mas ele virá. No tempo certo, quando Cristo voltar, o planeta será totalmente limpo pelo fogo. E os elementos dos céus, ou seja, sol, lua, estrelas, planetas, serão desfeitos pelo fogo. Eu diria que nossa galáxia será transformada pelo fogo naquele dia. Nesse contexto não importa se você está na terra ou fora da terra, mas apenas se você está pronto para encarar Jesus Cristo quando ele vier. Apenas aquele que estiver pronto a recebê-lo vai sobreviver àquele dia. Que grande e terrível dia será esse!
O dia do Senhor é o limite do qual nos aproximamos com rapidez, limite para a maldade e pecado, para a morte e a dor, para todo o tipo de sofrimento. À semelhança das funções matemáticas, podemos continuar depois desse limite, num período melhor dessa função do tempo, onde não haverá mais morte, tristeza nem dor, porque a antiga ordem já passou (Apocalipse 21:4).
Cada um de nós escolhe em que acreditar. Isso dá sentido ou não à nossa vida. Fico feliz em saber que, na minha cosmovisão, aquela que eu escolhi, existe limite para o mal que assola nosso mundo, e breve o colapso virá, mas Deus estará aqui para orientar esse evento e resgatar aqueles que estiverem com ele naquele dia. Também me alegra o fato de que Deus não me deixa uma fé cega, mas existem muitas evidências, tanto históricas como de outras fontes, que corroboram essa fé, apontando para a veracidade da Bíblia e mostrando a esperança de uma vida eterna no horizonte. Tenho ainda, particularmente em minha experiência religiosa, provado e visto esse Deus de amor atuando em meu dia a dia, mas isso não serve para você. Se quiser experimentar algo mais profundo com Deus, deverá ter sua própria experiência com ele. A boa notícia é que ele espera por isso mais do que nós, porque é esse contato que pode nos preparar para o grande dia do Senhor, e ele quer salvar, para a vida eterna, o maior número de pessoas possível. Você quer estar lá na eternidade? Como chegar lá? Essas são as questões mais importantes que temos de responder, e a resposta vai determinar nosso futuro.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências
Bíblia: Nova Versão Internacional.
ROTH, Ariel A. Origens: Relacionando a Ciência Com a Bíblia. 2. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007.
http://www.arqueologia.criacionismo.com.br/. Acessado em 09/11/13 às 16:20

http://www.scb.org.br/. Acessado em 09/11/13 às 16:30

domingo, 6 de outubro de 2013

O Exemplo das Crianças

A confiança simples da criança é fascinante. Em sua simplicidade ela confia completamente em seus pais. Uma brincadeira que costuma se fazer com crianças pequenas é jogar a criança para cima e pegar depois. Porque ela não se assusta? Porque não fica com medo? Ao contrário, fica feliz e sorridente, curtindo a brincadeira. Confiança. A confiança simples da criança me lembra uma das palavras de Cristo: devemos ser como crianças para entrar no seu Reino. Confiança em Deus é uma das coisas mais importantes para um cristão. Está na base do relacionamento com o Pai Celeste. A Bíblia têm vários exemplos de pessoas que confiaram em Deus assim como as as crianças confiam em seus pais. Há momentos em nossa vida em que chegamos a situações onde tudo parece perdido. A grande esperança que a Bíblia apresenta é que nesses momentos existe um salvador que, a semelhança do pai que pega o bebê que cai, está pronto a nos segurar e conduzir em segurança. Recentemente assisti o filme “Campos de Esperança”. Uma história muito interessante que mostra uma abordagem prática da confiança em Deus diante das maiores dificuldades. A história do rei Davi, na Bíblia, também nos dá um exemplo prático desse tipo de situação. Um exemplo de comunhão e dependência de Deus.
1028 a.C. Davi havia sido ungido pelo profeta Samuel, por ordem divina, como o próximo rei de Israel, porque Saul falhara em seguir a orientação de Deus. Davi esperava que Deus cumprisse sua promessa e jamais sequer pretendeu tomar o poder por sua força. Saul, porém, sabendo que já não tinha mais o favor de Deus e que outro reinaria em seu lugar como fora profetizado por Samuel, ao ver como Deus abençoava tudo o que Davi fazia e ver o rapaz cada dia mais popular, tomado de inveja e ódio começou a persegui-lo. Jônatas, filho do rei, descobriu toda a trama de seu pai e, por ser amigo muito chegado de Davi, o avisou. Davi então fugiu da cidade, passando pelo santuário, onde consultou a Deus por meio do sacerdote Aimeleque e este lhe deu pão e a espada de Golias. Saul, sabendo disso por meio de Doegue, edomita (um estrangeiro que servia no exército), mandou matar o sacerdote, a sua família e todas as pessoas da cidade dos sacerdotes, até as crianças recém-nascidas. Davi soube disso e, nesse momento de tristeza, escreveu o salmo 52. O que me chama atenção nesse salmo é a confiança de Davi em Deus e a certeza da justiça de Deus mesmo diante de tanta injustiça.
Hoje temos visto coisas semelhantes e até piores do que a tragédia cometida pelo rei Saul ao assassinar todos aqueles sacerdotes inocentes e suas famílias. Quantas pessoas inocentes sofrem diariamente? Nesse salmo algumas frases parecem descrever nossos dias: “Porque você se vangloria do mal e de ultrajar a Deus continuamente?, ó homem poderoso! Sua língua trama destruição; é como navalha afiada, cheia de engano. Você prefere o mal ao bem, a falsidade, em lugar da verdade. Você ama toda palavra maldosa, ó língua mentirosa!” Salmo 52:3 e 4 Mas Davi continua, declarando a sua certeza da justiça de Deus em relação às ações dos que fazem essas coisas. Ele declara que Deus julgará e dará a sentença justa a essas pessoas. Salmo 52:5
Três anos depois, em 1025 a.C., Saul, o rei que rejeitou a Deus e cometeu essas atrocidades, foi morto no campo de batalha, juntamente com três filhos. O registro é triste: “Saul morreu dessa forma porque foi infiel ao Senhor; não foi obediente à palavra do Senhor e chegou a consultar uma médium em busca de orientação, em vez de consultar o Senhor. Por isso o Senhor o entregou à morte e deu o reino a Davi.” I Crônicas 10:13 e 14 A profecia de Davi, do salmo 52, se cumpriu. Deus cobrou de Saul sua injustiça. Mas há um pensamento muito importante nesse salmo sobre Deus: “Veja só o homem que rejeitou a Deus como refúgio; confiou em sua grande riqueza e buscou refúgio em sua maldade!” Salmo 52:7 Saul não foi castigado por Deus. Ele colheu os frutos da sua loucura em preferir seus caminhos ao invés dos caminhos de Deus. Deixou de confiar em Deus e seguir seu caminho, e com isso perdeu a proteção de Deus e foi entregue à maldade de seu coração perverso e suas consequências. Esse verso também lembra uma declaração divina: “Se um homem mal parar de pecar, se guardar as minhas leis e se fizer o que é certo e bom, não morrerá; é certo que viverá. Todos os seus pecados serão perdoados, e ele viverá porque fez o que é certo. Vocês pensam que eu gosto de ver um homem mal morrer? – pergunta o Senhor Deus. – Não! Eu gostaria mais de vê-lo arrepender-se e viver.” Ezequiel 18:21 a 23 “A retidão dos irrepreensíveis lhes abre um caminho reto, mas os ímpios são abatidos por sua própria impiedade.” Provérbios 11:5 “Quem procura o bem será respeitado; já o mal vai de encontro a quem o busca.” Provérbios 11:27
O salmo termina com uma declaração maravilhosa: “Mas eu sou como uma oliveira que floresce na casa de Deus; confio no amor de Deus para todo o sempre. Para sempre te louvarei pelo que fizeste; na presença dos teus fiéis proclamarei o teu nome, porque tu és bom.” Salmo 52:8 e 9 Faço minhas as palavras dele. Davi estava sendo perseguido de morte pelo rei do seu país, sem ter feito nada para merecer isso. Ele, porém, tinha uma confiança tão profunda em Deus, que mesmo nessa situação difícil, tinha certeza do amor de Deus e o louvava com gratidão por sempre poder contar com o Pai celeste. A comunhão desse homem com Deus era tão profunda que ele manteve-se firme nessa confiança por mais três anos, sofrendo perseguição, até que Saul morreu na guerra e o reino foi finalmente dele como Deus prometera. Davi teve duas chances de matar Saul e tomar o poder, mas poupou a vida do rei que queria matá-lo e esperou com paciência o tempo de Deus. (I Samuel 24 e 26)
Você já teve alguma experiência pessoal com Deus? O que ele já fez por você? Tenho aprendido a confiar nele e uma vez ele me livrou da morte numa situação muito complicada, em resposta à oração. Tenho visto ele atender até coisas bem simples que parecem sem importância. Ele se importa com os detalhes de nossa vida. Abrir o coração a Deus em oração e ouvir sua voz meditando em sua Palavra é uma bênção que está disponível a todos nós. Intimidade com Deus é um privilégio que Cristo oferece a todo que o busca. Quanto mais nos aproximamos dele em comunhão, obedecendo à sua orientação por meio da Bíblia, ele se revela Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Emanuel: Deus Conosco! Isaías 9:6; Mateus 1:23.
Temos um salvador divino que está perto de nós, bem perto. Ansioso por um relacionamento íntimo de confiança tão completa como a de uma criança que sabe que se cair vai ser amparada. Essa experiência é um privilégio e uma bênção em minha vida. Está disponível a todo aquele que crê. Jesus quer ser tão íntimo e conduzir nossa vida de forma tão próxima e completa que sejamos um com ele, um canal de bênçãos. João 17:20 a 23 Viver seguindo a Cristo não é fácil, haverá dificuldades, mas ele é um salvador sempre presente a cada momento, com quem podemos sempre contar e, como Davi, quando seguimos sua guia, ele conduz, mesmo em meio das maiores dificuldades. Ele sempre está conosco, sempre!
Aleluia! Toda honra e glória seja dada ao nosso grande Deus e salvador Jesus Cristo! Não se alegra com a injustiça e cobra de cada um as suas obras, mas seu prazer é que todos se arrependam de suas maldades e o busquem, a fim de lhes conceder a vida eterna! Ele deu sua vida em resgate da nossa. Eu quero estar com esse salvador cada dia, cada momento, eternamente!
“Mas, em todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:37 a 39 O amor de Deus é nosso. Aceitar esse amor e permitir que Deus atue em nossa vida é o que determina nosso futuro.
A sabedoria do salmo 52 nos mostra que temos duas opções: podemos confiar em nossos meios e seguir nossos caminhos, à semelhança de Saul, e colher os amargos frutos dessa escolha, ou buscar a Deus de todo o coração como Davi, confiando mesmo em meio às dificuldades, na certeza do amor cuidadoso de Deus. O amor de Deus é nosso por meio de Cristo, resta-nos a escolha diária de permitir que ele nos conduza pelo caminho seguro ou seguir nosso próprio caminho. Nosso destino e felicidade estão em nossas mãos, em cada decisão.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências
Filme “Campos de Esperança”;

Bíblia – I Samuel; Nova Versão Internacional; Nova Tradução na Linguagem de Hoje; A Bíblia em Ordem Cronológica.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma História de Amor

Quando pequeno meu pai sempre contava histórias para nós. Havia alguma coisa útil naquelas histórias. Falavam de honra, coragem, sabedoria, persistência e outras coisas importantes. Jesus também gostava de histórias, e para ilustrar seus ensinos usou algumas parábolas. As figuras de linguagem dessas histórias simples ficavam na mente dos ouvintes de Cristo, assim eles sempre recordavam as grandes lições do Mestre. Dentre as parábolas de Cristo a parábola da Pérola de Grande Preço me chama a atenção:
“O Reino do Céu é também como um comerciante que anda procurando pérolas finas. Quando encontra uma pérola que é mesmo de grande valor, ele vai, vende tudo o que tem e compra a pérola.” Mateus 13:45 e 46
Os elementos de linguagem usados pelo Mestre nessa parábola são o comerciante e a pérola. O comerciante é aquele que busca algo de grande valor, a pérola de grande preço. Muitas pessoas buscam o melhor do espírito humano na literatura, ciência, arte, religião e filosofia. Nessa busca pelo melhor, em um momento, o homem se depara com Cristo, a pérola de grande preço. Qual o valor dele? Para mim é infinito, considerando alguns fatos revelados nas Escrituras sobre ele:
  1. “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.” João 1:1 a 3 e 14 “Ele, o primeiro Filho, é a revelação visível do Deus invisível; ele é superior a todas as coisas criadas. Pois, por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê, inclusive todos os poderes espirituais, as forças, os governos e as autoridades. Por meio dele e para ele, Deus criou todo o Universo. Antes de tudo, ele já existia, e, por estarem unidas com ele, todas as coisas são conservadas em ordem e harmonia.” Colossenses 1:15 a 17 “O Filho brilha com o brilho da glória de Deus e é a perfeita semelhança do próprio Deus. Ele sustenta o Universo com a sua palavra poderosa. (…)” Hebreus 1:3 “Abraão, o pai de vocês, ficou alegre ao ver o tempo da minha vinda. Ele viu esse tempo e ficou feliz. – Você não tem cinquenta anos e viu Abraão? – perguntaram eles. – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: antes de Abraão nascer, “EU SOU”! – respondeu Jesus.” “Eu e o Pai somos um.” João 8:57 e 58; 10:30.
  2. “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram.” Romanos 5:12 “Pois o salário do pecado é a morte (...)” Romanos 6:23
  3. “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Jesus Cristo tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz.” Filipenses 2:5 a 8 “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” João 3:16 “O Pai me ama porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e tornar a recebê-la, pois foi isso o que o meu Pai me mandou fazer.” João 10:17 e 18 “Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.” Romanos 5:17 “Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.” Colossenses 1:19 e 20
Há pouco mais de dois mil anos nasceu Emanuel, Deus Conosco! Nosso Criador, humilhando-se, deixando seu trono e ocultando sua glória divina, vivendo entre nós como um de nós. Sofrendo fome, tentações e toda sorte de infortúnios que nós sofremos, submisso até a morte. Porquê? Para quê? Para reconciliar-nos com Deus, com sua lei, por amor de nós. A descrição do plano de Deus para nos livrar da condenação do nosso pecado, enviando Cristo, que mais me chama a atenção, é a de Isaías. Ele contemplou a Cruz e compreendeu aquela cena e toda a grandeza do amor de Deus revelada ali:
O Senhor Deus diz: “Tudo o que o meu servo fizer dará certo; ele será louvado e receberá muitas homenagens. Muitos ficaram horrorizados quando o viram, pois ele estava tão desfigurado, que nem parecia um ser humano. Mas agora muitos povos ficarão admirados quando o virem, e muitos reis não saberão o que dizer. Pois verão coisas de que ninguém havia falado, entenderão aquilo que nunca tinham ouvido.”
O povo diz: “Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o Senhor estava agindo? Pois o Senhor quis que o seu servo aparecesse como uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Ele não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse. Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimento sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos. Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua lã. Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ninguém se importou com o que ia acontecer com ele. Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo. Foi enterrado ao lado de criminosos, foi sepultado com os ricos, embora nunca tivesse cometido crime nenhum, nem tivesse dito uma só mentira.”
O Senhor Deus diz: “Eu quis maltratá-lo, quis fazê-lo sofrer. Ele ofereceu a sua vida como sacrifício para tirar pecados e por isso terá uma vida longa e verá os seus descendentes. Ele fará com que o meu plano dê certo. Depois de tanto sofrimento, ele será feliz; por causa da sua dedicação, ele ficará completamente satisfeito. O meu servo não tem pecado, mas ele sofrerá o castigo que muitos merecem, e assim os pecados deles serão perdoados. Por isso, eu lhe darei um lugar de honra; ele receberá a sua recompensa junto com os grandes e os poderosos. Pois ele deu a sua própria vida e foi tratado como se fosse um criminoso. Ele levou a culpa dos pecados de muitos e orou pedindo que eles fossem perdoados.” Isaías 52:13 a 15; 53.
Pelo pecado, transgressão da lei eterna de Deus, todos nós estamos condenados à morte, a penalidade exigida pela lei. A lei tinha que ser cumprida, alguém tinha de pagar pelo pecado. Em nosso sistema jurídico quando um crime é perdoado ninguém paga por ele, mas a justiça de Deus é perfeita. Diante dele nunca um crime fica sem punição. Alguém tem que arrostar a pena da transgressão. Mas a pena implica na morte eterna, eterna separação, de todo ser humano. Então a justiça e a paz se beijaram. Deus tinha que fazer justiça, mas queria salvar cada ser humano da morte, cada um de nós. Como? Jesus, Deus Criador, um com o Pai, se oferece para se humilhar e sofrer a pior das mortes, separando-se do Pai naquela cruz, tendo sobre si o pecado de toda a humanidade, pagando nossa pena, para nos livrar da condenação da morte. O plano do Senhor foi então posto em prática, e veio Cristo, Deus Conosco, e deu-se a si mesmo por nós, por sua própria vontade, por amor. Ele paga por nossa maldade e nos perdoa, dando-nos poder para viver uma nova vida, mais semelhante à dele, livre do pecado.
Que amor! Que Deus! A glória revelada na cruz é o maior testemunho do amor de Deus.
O pecado é tão terrível, tão repulsivo, que custou a vida do Filho de Deus. Que coisa mais hedionda. Diante da cruz eu me pergunto: Porque tinha meu Senhor que padecer morte tão cruel por um pecador indigno como eu, quando ainda estava morto em meus pecados? A lei eterna de Deus não podia ser mudada, por isso Cristo escolheu morrer, para satisfazer a exigência da sua lei. “Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.” 1 João 3:1 “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” 1 João 4:19
O amor de Jesus nos leva a evitar todo pecado, essa coisa terrível que custou a vida do Salvador. Não queremos causar mais dor ao coração de quem nos ama tanto. Contemplando a cruz, meditando no mistério do Deus pessoal que deixa a sua glória para vir padecer a pior das mortes, pagando pela culpa de uma humanidade má, imerecedora, sofrendo escárnio deles mesmos, para dar a eles sua vida, teremos um vislumbre da glória desse amor infinito. A vida eterna é gratuita para cada um de nós, mas custou tudo para Jesus. Por outro lado custa tudo para nós, porque como disse Cristo na parábola, comprar a pérola de grande preço implica entregar tudo a ele: vontade, desejos, talentos, projetos, tempo, tudo. Viver por ele e para ele, seguindo seu propósito para nossa vida em cada detalhe. Uma resposta natural de amor ao amor de quem deu tudo por nós.
Esse é o Deus que eu conheço. E fico pensando: quando conhecemos uma pessoa de valor, alguém que marca nossa vida, a amizade e o amor crescem naquele relacionamento, e é uma alegria compartilhar momentos da vida com essa pessoa. Jesus é assim. Ele é o melhor amigo que alguém pode ter, e ao contemplar o amor indescritível revelado na pessoa dele, e relembrando como tem atuado de forma tão maravilhosa na minha vida, fico pensando em como será maravilhoso aquele encontro com ele no dia em que vier. Eu quero estar pronto para recebê-lo com alegria e louvor naquele dia.
A Palavra de Deus nos revela o seu amor. Essa mensagem é um pálido reflexo da profundeza da revelação de Deus. Para concluir quero compartilhar com você uma oração de nosso Senhor Jesus pelos apóstolos e por nós, antes de sua morte na cruz:
“Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm obedecido à tua palavra. Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti. Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que tu me enviaste. Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles. Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um. Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura. Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.
“Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste. Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que tu me enviaste. Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja.” João 17:6 a 26
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências


Comentário Bíblico Homilético – Mateus – Mário Veloso

Bíblia – Nova Tradução na Linguagem de Hoje e Nova Versão Internacional

domingo, 8 de setembro de 2013

Liberdade!

                          Ontem comemoramos o 191º ano da independência do Brasil. Napoleão Bonaparte estava em guerra com a Europa tentando dominar o continente no início do século XIX. Portugal, aliado da Inglaterra, estava sendo pressionado de um lado a ceder às exigências de Napoleão para evitar uma invasão e por outro pela Inglaterra, porque se aceitasse as exigências de Napoleão a Inglaterra invadiria o Brasil e Portugal perderia a colônia. Então D. João, príncipe regente, resolveu levar a família real para o Brasil, sob a proteção da Inglaterra. Para nós esse acontecimento marcou o início do processo que culminou na independência.
Como consequência do acordo com a Inglaterra, os portos brasileiros foram abertos ao comércio exterior e o pacto colonial teve fim. A vinda da família real também abriu espaço para a instalação de indústrias e estradas, trazendo progresso para a colônia. Em 1815, no Congresso de Viena, o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, lançando as bases da autonomia administrativa. Com a morte da rainha D. Maria I, D. João é aclamado rei D. João VI, retornando a Portugal em 1821, devido a pressões políticas na colônia e em Portugal. No Brasil ficou o filho de D. João VI, D. Pedro, como regente.
A situação política do Brasil levou a muita reclamação das províncias, e para contornar a situação D. Pedro baixou impostos e tomou outras medidas que contrariaram as cortes lusitanas que queriam recolonizar o Brasil. Sob conselho de José Bonifácio, D. Pedro começou a viajar pelas províncias para por fim às discórdias da população e dos políticos. Então no dia 7 de setembro de 1822, voltando de Santos para São Paulo, D. Pedro recebeu decretos de Portugal anulando suas ações no Brasil. Decidiu naquele momento proclamar a independência da Colônia, rompendo com Portugal.
A independência foi o primeiro passo no caminho da liberdade do nosso povo, garantiu a liberdade de comércio externo. Depois disso os movimentos no Brasil finalmente levaram à proclamação da República em 15 de novembro de 1889.
A liberdade é um anseio de todo ser humano. Hoje nosso país é um dos países emergentes, temos abundância de recursos, mas ainda assim existe miséria, muita criminalidade e outros problemas semelhantes. As políticas do governo tentam contornar a situação. Temos visto algumas melhorias, mas ainda há um grande desafio.
Esse tema da independência me leva também a um olhar mais profundo, na raiz do problema humano. As perguntas que nos dão algumas respostas são: eu sou livre? Um olhar rápido na sociedade hoje nos mostra algumas formas de escravidão: há pessoas escravas de vícios, do poder, da ambição, de sexo, de ídolos, etc. Somos livres? O que escraviza as pessoas? Temos controle sobre nossas ações ou somos controlados por desejos e outras coisas que nos levam a sofrer consequências ruins? Vimos pessoas se matando por causa de jogos de futebol aqui no Brasil. Isso é liberdade? Há pouco mais de 2000 anos Cristo morreu numa cruz para nos libertar desse tipo de escravidão. Mas essa liberdade é algo que não está no ser humano. O poder para dominar os próprios desejos maus em nosso coração vem de Cristo. Porque punições humanas não resolvem? Porque não dão poder ao ser humano para vencer sua maldade. São necessárias para manter a ordem, mas apenas em Cristo encontramos o poder para ser realmente livres.
Louvado seja Deus por nossa liberdade nacional! Mas muito mais ainda pela liberdade trazida por Cristo! Nele encontramos liberdade de toda forma de escravidão que nos impede de viver de fato. Como disse nosso Senhor: “Venham a mim, todos os que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.” Mateus 11:28 a 30.
O poder do evangelho é nosso por meio de Cristo. Ele pode livrar de qualquer vício ou outra forma de escravidão que não temos poder para vencer. Primeiro precisamos reconhecer nossa necessidade e depois buscá-lo com todas as forças. Isso é mais uma questão de depender de Deus, de ter mais comunhão com ele por meio da Palavra e da oração. Buscando poder de Cristo durante todo o dia para vencer a maldade e ter controle sobre nossa vida, evitando o mal e escolhendo o bem.
Na barra superior deste blog você encontra alguns links para cursos bíblicos. Esses cursos tratam do conhecimento, mas há um outro problema comum a muitos de nós que procuramos seguir a Cristo: como experimentar uma vida nova com poder para viver sempre fazendo as escolhas certas todos os dias? Buscamos e almejamos isso, mas muitas vezes não temos poder para tanto. Há poucos dias comprei o livro "Vida Plena de Poder" e comecei a estudar. Nesse livro os autores tratam desse problema prático, com aplicações práticas para que o leitor desenvolva a comunhão necessária para que o Espírito Santo conduza a vida diariamente e o cristianismo seja uma realidade na vida. Vale a pena a leitura. Ele aborda as questões essenciais para que o Senhor Jesus possa fazer a diferença em nossa vida e tenhamos aquele descanso e alegria que o mundo não pode dar nem tirar prometido por ele aos seus discípulos. Que Deus esteja contigo e a liberdade de vida que Cristo nos comprou com sua morte e ressurreição possa fazer a diferença na nossa vida.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências


Difusão do Ensino Atual – São Paulo: DCL, 2000

Bíblia: Nova Tradução Na Linguagem de Hoje

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Modelos

Existem muitos modelos de todos os tipos. Modelos que nos são apresentados e por vezes impostos de forma indireta por meio de influências diversas. Modelos de consumo, de vida, de moda, etc. Como você deve se parecer, se vestir, o que você deve ouvir, como deve se comportar. Imperceptivelmente as pessoas vão seguindo esses modelos e vivendo o que outros planejaram para atingir seus objetivos próprios. Para um cristão seguidor de Cristo existe um modelo. Mas esse não é do tipo que encontramos todos os dias. O modelo é uma pessoa: Jesus Cristo.
Essa manhã enquanto meditava refleti na mensagem de Marcos 15:33 a 39.
“E houve trevas sobre toda a terra, do meio dia às três horas da tarde. Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”, que significa “Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?” Quando alguns dos que estavam presentes ouviram isso, disseram: “Ouçam! Ele está chamando Elias.” Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber. E disse: “Deixem-no. Vejamos se Elias vem tirá-lo daí”. Mas Jesus, com um alto brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como ele morreu, disse: “Realmente este homem era o Filho de Deus!”
Esse é meu modelo. Você tem um modelo? Quem você segue? Qual tendência? Tenho procurado seguir esse salvador, que até ao morrer arrancou o testemunho claro de um rude soldado romano comprovando sua autenticidade e veracidade. Ele é o Filho de Deus!
Falamos muito da morte dele mas o que me chama a atenção é que ele, “...embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” Isso não porque precisasse, mas para que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Para que tenhamos vida em abundância. Vida eterna. Meu Senhor veio não para fazer sua vontade, mas a vontade do Pai. Veio para dar vida ao mundo.
Era humilde e não tinha nem onde reclinar a cabeça. O Rei do Universo vivendo entre nós como um simples cidadão. Não lutou contra a corrupção com protestos e rebeliões. O acusaram disso injustamente para matá-lo. Mas nosso modelo não fez barulho, apenas viveu uma vida simples e implantou o evangelho em cada coração que se abriu ao seu amor. Instalou uma rebelião sim, e revolucionou o mundo, abalando todas as estruturas, mas fez isso plantando a semente do amor de Deus no coração dos homens. Treinou seus discípulos e deu-lhes poder não para ser grandes e ricos governantes, mas para viver e morrer pela verdade e justiça. Não se corromper jamais. A revolução de Cristo é pacífica, mas profunda. Penetra no íntimo da alma e remove o pecado que destrói o ser humano com toda sujeira da corrupção moral inerente a cada um de nós. A vida que Cristo oferece é uma vida de paz e descanso, pela certeza do amor infinito de Deus e alegria de viver com a consciência tranquila, sendo uma bênção à humanidade em cada palavra e ação. Levando o amor onde quer que vá.
O discípulo de Cristo é aquele que socorre o aflito, ampara o cansado, alivia o oprimido, cobre o nu e alimenta o faminto. Ele pode ser um simples operário. Mas um operário que trabalha com dedicação e empenho, seguindo o exemplo do Mestre servidor. Esse é meu modelo. Nele encontro uma referência segura para uma vida que vale à pena. Cristo foi fiel até a morte, e morte de cruz, para nos dar vida eterna. Esse é meu ideal. É meu objetivo mais cobiçado e buscado. Não glórias e honras, mas uma vida de humilde serviço afim de levar o amor onde for e promover a paz pelo poder do evangelho de Cristo.
“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.” Filipenses 2:5
“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” Filipenses 4:4 a 8
Esse é o modelo do evangelho de Cristo. Essa é a base segura para filtrar toda influência e orientar a vida segundo o modelo perfeito de Cristo. Assim busco manter a mente pura e a vida nos passos do Mestre. Isso tem me trazido muita paz, tranquilidade e bênçãos. Manter na mente sempre boas influências, para produzir bons pensamentos e boas ações. Estar sempre ligado a Cristo, meditando em seu exemplo de amor altruísta e procurando orientar a vida nessa direção. As dificuldades existem e ainda tenho muito o que aprender, mas a grande satisfação é saber que esse é o caminho e poder contar sempre com meu Senhor para viver assim, em busca do melhor, para promover a vida e contribuir ao máximo para um mundo mais justo, mais honesto, mais humano, a começar por mim. Junte-se a nós! Vamos contagiar o mundo com o amor de Jesus vivendo esse evangelho não de língua, mas de fato e de verdade! Não em nossa força, mas pela graça de Cristo. Através do esforço pessoal e comunhão diária com Cristo, o ser humano tem o poder do evangelho para viver assim, mais perto de Jesus, uma vida que vale à pena. Uma vida fundamentada no amor de Deus. Nele, pelo poder do Espírito Santo, prometido por Jesus aos seus discípulos, podemos abalar o mundo! Viver e morrer por Cristo, assim como ele viveu e morreu por nós. Não por força nem por violência, mas pela decisão firme, mesmo diante da morte, de ser fiel, não se corromper, assim como nosso Senhor, em humilde obediência a Deus.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências Bíblicas

Filipenses 2:6 a 8; João 3:16; João 6:33 e 38 – Nova Versão Internacional

Um Pai Presente

Comemoramos o dia dos pais domingo passado e do meu papai querido só tenho que agradecer a Deus por toda dedicação e amor por mim e minhas irmãs. Os pais são um grande tesouro para os filhos. Eles podem ser naturais ou emprestados, pode ser uma mãe que faz a função de pai, mas são essenciais na vida de todo filho. Parabéns a todos os pais que fazem a diferença nesse mundo, que buscam sempre o melhor para seus filhos e se sacrificam muitas vezes para que esses filhos sejam bem sucedidos. Pensando nisso passo a refletir agora na grande bênção que temos em nosso Pai Celestial.
Cada dia traz novas experiências e novas preocupações. Há sempre a necessidade de renovação das energias para um novo dia. Um bom banho e uma boa noite de sono são grandes aliados para um novo dia mais tranquilo e completo. Mas aprendi na faculdade com a professora de psicologia que uma música calma também é essencial para a renovação do ser.
A Palavra de Deus nos dá várias dicas desse tipo. O livro de salmos é composto de cansões espirituais. O maior livro da Bíblia. Em minha experiência com Cristo tenho compreendido com minhas lutas e reviravoltas que o louvor é uma ferramenta poderosa para a restauração completa. Ellen G. White, escritora norte americana mundialmente conhecida, ressalta que o louvor de um coração agradecido a Deus é remédio para prevenir a depressão.
Tenho visto o Senhor Jesus atuando de forma poderosa na minha vida e isso me leva a louvar esse Deus extraordinário que me ama muito. Cada dia seu amor me dá novos motivos para louvar seu nome em gratidão e pela certeza do seu amor cuidadoso. “Cantarei louvores ao Senhor enquanto eu viver; cantarei ao meu Deus a vida inteira. Que o Senhor fique contente com a minha canção, pois dele é que vem a minha alegria!” Salmos 104:33 e 34 Esse texto reflete o sentimento que tenho em meu coração. Minha alegria e felicidade vem do Senhor, e por isso o meu coração se dilata em louvor e adoração a ele.
Nos momentos de tristeza e dificuldades o louvor me renova o ânimo e a esperança. Nos momentos de alegria o louvor é a expressão de gratidão por um Deus presente e atuante na minha vida.
“Aleluia! Deem graças a Deus, o Senhor, porque ele é bom e o seu amor dura para sempre. Quem pode contar todas as coisas maravilhosas que ele tem feito? Quem pode louvá-lo como ele merece? Louvemos o Senhor, o Deus de Israel. Louvemos o Senhor agora e sempre. Que todos os povos da terra digam: “Amém”! Aleluia!” Salmos 106:1, 2 e 48
“Aleluia! Servos de Deus, o Senhor, louvem o seu nome! Que o nome do Senhor seja louvado agora e para sempre! Desde o nascer até o pôr do sol, que o nome do Senhor seja louvado! O Senhor governa todas as nações; a sua glória está acima dos céus. Não há ninguém como o Senhor, nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas, mas se inclina para ver o que há no céu e na terra.” Salmos 113:1 a 6 Esse é o Deus que eu conheço. Ele governa o Universo, mas se importa comigo, um reles mortal num planeta que diante do universo é como um átomo. Um Pai presente.
A Bíblia conta a história de Paulo e Silas, que estavam presos por anunciar o evangelho de Cristo. Essa história está registrada no livro de Atos, capítulo 16. Eles foram surrados e presos em uma prisão úmida, amarrados entre dois blocos de madeira pelos pés. Tinham todos os motivos para se deprimir e lamentar, mas sabiam a quem serviam e estavam felizes por sofrer pelo nome do Senhor Jesus. Por isso cantaram naquela hora, louvando o nome do Senhor. Então aconteceu algo extraordinário. A prisão tremeu com um terremoto e as cadeias caíram de seus pés. Todas as portas da prisão se abriram e eles ficaram livres. O carcereiro desesperado quis se matar pensando que os presos tinham fugido, mas Paulo disse para se acalmar que estavam todos lá. Como resultado o carcereiro cuidou de Paulo e Silas e aceitou o evangelho também. Quando louvamos o nome do Senhor em qualquer momento ele faz coisas extraordinárias em nossa vida. Em minha vida particularmente, louvar a meu Deus tem sido uma expressão da gratidão e alegria de servir a um Deus que me trata como filho.
Quando a tristeza vem louvo o meu Deus e ele alivia a dor. Quando a alegria e felicidade chegam, louvo seu nome em gratidão. Em todas as coisas dou graças a Deus porque ele é bom e o seu amor dura para sempre. Experimente! A prática do evangelho de Cristo me traz paz e alegria e me leva a louvar cada dia mais esse Deus que me ama infinitamente. Ele é o Pai celestial.
Aleluia! Louvado seja o nome do Senhor! Agora e sempre.


Referência

Bíblia – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vida Renovada


O evangelho de Cristo é mais ação do que palavras. Ele deixava de se preocupar consigo mesmo para aliviar o sofrimento humano, para sanar as dores do corpo e principalmente da alma. Esse amor infinito pela humanidade é o que o levou a dar a vida na cruz para nos salvar. Em minha experiência com Cristo tenho procurado seguir seu exemplo, fazendo o possível para levar seu amor aos outros. Isso me levou a escrever aqui com objetivo de levar esperança a você leitor. Isso me levou a iniciar um hábito de orar por amigos, parentes e outros todos os dias. Você que lê o que escrevo é alvo dessas orações também. Tenho orado sempre pedindo as bênçãos de Deus para sua vida. Me envolvi também em outras atividades relacionadas. Mas minha experiência com Cristo ainda precisa ser mais profunda. A jornada cristã é um eterno aprendizado.
Ao longo do tempo aprendi a confiar em Deus mesmo nos momentos escuros da vida. Isso me deu mais coragem e forças para atravessar situações que de outra forma teriam me levado ao fracasso e algumas vezes, se não fosse essa confiança no amor de Deus, poderia ter morrido. Cristo se tornou meu melhor amigo. Fez grandes coisas em minha vida. Depois de me afastar dele por decisões erradas, busquei mais intensamente e aprofundei minha conexão com ele. Tudo parecia estar caminhando muito bem. Mas eu precisava enxergar Jesus mais de perto, e por isso em resposta a um pedido meu ele se revelou de forma mais completa.
Como eu disse na última postagem orei por algum tempo por uma jovem para um relacionamento sério de acordo com os propósitos de Deus. E na associação com ela conheci outros amigos e irmãos de fé. Essa jovem especial me levou a enxergar Jesus na vida dela de uma forma que eu não vira antes. Compreendi como ainda preciso me dedicar mais, pela graça de Cristo, para amar as pessoas como ele amou. Estar mais disposto a servir, mais disposto a contribuir para um mundo melhor, em cada atitude, em qualquer lugar onde estiver. Isso confirmou o fato de que Deus têm abençoado esse relacionamento. Ela tem sido uma bênção em minha vida, me aproximando mais de Jesus.
O amor de Deus é extraordinário. Seu propósito para nossa vida é o melhor. Tudo o que ele faz é para nossa felicidade. E tenho provado e visto que mesmo as dificuldades são formas dele nos ajudar a crescer. A promessa de Romanos 8:28 se cumpre hoje em minha vida. Essa promessa é: “Sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou afim de se tornarem parecidos com o seu Filho”. Dou graças a Deus por tudo, porque seu amor dura para sempre.
Cada dia percebo mais claramente que Deus me ama muito mais do que eu consigo entender. Ama a cada ser humano da mesma forma. Anseia produzir verdadeira felicidade em cada coração. Com Cristo, a partir do exemplo de minha namorada, estou aprendendo a amar mais como ele amou. Eu sei há algum tempo que viver para servir, sendo um canal do amor de Cristo, abençoando as pessoas ao meu redor com atos e palavras de vida como Cristo fazia é viver de fato. É ser um verdadeiro discípulo do Mestre. Estou pondo isso em prática, e tem sido uma bênção para minha vida. Essa forma de agir, buscando amor em Cristo para abençoar outros, têm me aproximado mais dos meus amigos e familiares. E hoje essa jovem especial me levou ainda mais perto de Jesus. A jornada continua. Sei que ainda há muito a aprender. E nesse caminho cada dia o Senhor faz minha vida mais viva, mais completa, ao seguir seus passos.
Se ainda não o fez, experimente Cristo. Medite nos evangelhos na Bíblia. Há poder nesse livro sagrado. Suas palavras de vida fazem a diferença na minha vida e na vida de minha namorada, assim como na vida de muitos outros amigos que têm buscado uma experiência mais profunda com Jesus Cristo. Os ensinos desse livro sagrado são a Palavra de Deus viva. Eles produzem vida nova naqueles que buscam estudar para compreender a vontade de nosso Pai Celestial. Se preferir poderá fazer um dos cursos bíblicos na guia de cursos bíblicos na barra superior deste blog.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências:


Bíblia – Nova Tradução na Linguagem de Hoje