terça-feira, 13 de agosto de 2013

Modelos

Existem muitos modelos de todos os tipos. Modelos que nos são apresentados e por vezes impostos de forma indireta por meio de influências diversas. Modelos de consumo, de vida, de moda, etc. Como você deve se parecer, se vestir, o que você deve ouvir, como deve se comportar. Imperceptivelmente as pessoas vão seguindo esses modelos e vivendo o que outros planejaram para atingir seus objetivos próprios. Para um cristão seguidor de Cristo existe um modelo. Mas esse não é do tipo que encontramos todos os dias. O modelo é uma pessoa: Jesus Cristo.
Essa manhã enquanto meditava refleti na mensagem de Marcos 15:33 a 39.
E houve trevas sobre toda a terra, do meio dia às três horas da tarde. Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”, que significa “Meu Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?” Quando alguns dos que estavam presentes ouviram isso, disseram: “Ouçam! Ele está chamando Elias.” Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber. E disse: “Deixem-no. Vejamos se Elias vem tirá-lo daí”. Mas Jesus, com um alto brado, expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. Quando o centurião que estava em frente de Jesus ouviu o seu brado e viu como ele morreu, disse: “Realmente este homem era o Filho de Deus!”
Esse é meu modelo. Você tem um modelo? Quem você segue? Qual tendência? Tenho procurado seguir esse salvador, que até ao morrer arrancou o testemunho claro de um rude soldado romano comprovando sua autenticidade e veracidade. Ele é o Filho de Deus!
Falamos muito da morte dele mas o que me chama a atenção é que ele, “...embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” Isso não porque precisasse, mas para que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Para que tenhamos vida em abundância. Vida eterna. Meu Senhor veio não para fazer sua vontade, mas a vontade do Pai. Veio para dar vida ao mundo.
Era humilde e não tinha nem onde reclinar a cabeça. O Rei do Universo vivendo entre nós como um simples cidadão. Não lutou contra a corrupção com protestos e rebeliões. O acusaram disso injustamente para matá-lo. Mas nosso modelo não fez barulho, apenas viveu uma vida simples e implantou o evangelho em cada coração que se abriu ao seu amor. Instalou uma rebelião sim, e revolucionou o mundo, abalando todas as estruturas, mas fez isso plantando a semente do amor de Deus no coração dos homens. Treinou seus discípulos e deu-lhes poder não para ser grandes e ricos governantes, mas para viver e morrer pela verdade e justiça. Não se corromper jamais. A revolução de Cristo é pacífica, mas profunda. Penetra no íntimo da alma e remove o pecado que destrói o ser humano com toda sujeira da corrupção moral inerente a cada um de nós. A vida que Cristo oferece é uma vida de paz e descanso, pela certeza do amor infinito de Deus e alegria de viver com a consciência tranquila, sendo uma bênção à humanidade em cada palavra e ação. Levando o amor onde quer que vá.
O discípulo de Cristo é aquele que socorre o aflito, ampara o cansado, alivia o oprimido, cobre o nu e alimenta o faminto. Ele pode ser um simples operário. Mas um operário que trabalha com dedicação e empenho, seguindo o exemplo do Mestre servidor. Esse é meu modelo. Nele encontro uma referência segura para uma vida que vale à pena. Cristo foi fiel até a morte, e morte de cruz, para nos dar vida eterna. Esse é meu ideal. É meu objetivo mais cobiçado e buscado. Não glórias e honras, mas uma vida de humilde serviço afim de levar o amor onde for e promover a paz pelo poder do evangelho de Cristo.
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.” Filipenses 2:5
Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” Filipenses 4:4 a 8
Esse é o modelo do evangelho de Cristo. Essa é a base segura para filtrar toda influência e orientar a vida segundo o modelo perfeito de Cristo. Assim busco manter a mente pura e a vida nos passos do Mestre. Isso tem me trazido muita paz, tranquilidade e bênçãos. Manter na mente sempre boas influências, para produzir bons pensamentos e boas ações. Estar sempre ligado a Cristo, meditando em seu exemplo de amor altruísta e procurando orientar a vida nessa direção. As dificuldades existem e ainda tenho muito o que aprender, mas a grande satisfação é saber que esse é o caminho e poder contar sempre com meu Senhor para viver assim, em busca do melhor, para promover a vida e contribuir ao máximo para um mundo mais justo, mais honesto, mais humano, a começar por mim. Junte-se a nós! Vamos contagiar o mundo com o amor de Jesus vivendo esse evangelho não de língua, mas de fato e de verdade! Não em nossa força, mas pela graça de Cristo. Através do esforço pessoal e comunhão diária com Cristo, o ser humano tem o poder do evangelho para viver assim, mais perto de Jesus, uma vida que vale à pena. Uma vida fundamentada no amor de Deus. Nele, pelo poder do Espírito Santo, prometido por Jesus aos seus discípulos, podemos abalar o mundo! Viver e morrer por Cristo, assim como ele viveu e morreu por nós. Não por força nem por violência, mas pela decisão firme, mesmo diante da morte, de ser fiel, não se corromper, assim como nosso Senhor, em humilde obediência a Deus.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências Bíblicas

Filipenses 2:6 a 8; João 3:16; João 6:33 e 38 – Nova Versão Internacional

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