sexta-feira, 19 de junho de 2015

Diante da Morte...


A morte é imprevisível. Por isso não dá para afirmar que verei a luz de mais um dia. É certo que há boa chance de estar vivo amanhã. Pelo menos mais do que de morrer a noite. Porém como muitos têm ataque cardíaco nessas horas, e considerando uma série de outros fatores, o amanhã é um mistério.
Recentemente sobrevivi sem muitos danos a um acidente na estrada. Havia uma pequena árvore caída na rodovia, era noite. Naquele momento a vida e a morte passaram como um relâmpago diante de mim. Como a vida é curta. Ontem eu era um menino, hoje ainda sou um pequeno aprendiz. Vários anos se passaram e parece que foi como um dia. De fato a morte e a vida trazem reflexões importantes. Salomão dizia que é interessante o ambiente do velório porque proporciona esse tipo de reflexão. Hoje considero esse tema e alguns questionamentos me vem:
Seria, considerando a brevidade da vida como a conhecemos, o dia de hoje o mais importante? E, nesse caso, o que farei com essas preciosas horas?
Jesus ensinou a vigiar e orar todos os dias, porque não conhecemos o dia em que virá. Não podemos saber nem o dia de amanhã. Certa vez ele contou uma parábola sobre um homem rico que ajuntou muita riqueza sem se importar com os outros e no final morreu sem nada aproveitar, deixando seus bens para desconhecidos.
Afinal, que sentido faz a corrida por riquezas e bens, desprezando as pessoas ou usando essas coisas numa tentativa vazia de parecer melhor? É engraçado que muitas das discussões em família por exemplo são por futilidades. Estudos recentes mostram que as pessoas em geral gastam muito com a vaidade, compram muitas coisas que não seriam necessárias.
A questão do clima agora se levanta no cenário mundial. Mas será que o progresso da entropia que leva ao colapso da vida neste planeta ainda pode ser barrado? Alguns estão buscando refúgio em Marte. A morte paira diante da humanidade. Quem está preparado para ela?
Felizmente para nós que cremos em Cristo existe esperança. Ele é a ressurreição e a vida. A Bíblia prevê que este mundo como o conhecemos não vai muito longe. O que combina com o quadro visualizado pela Ciência hoje. E diante da brevidade da vida pela sua fragilidade, a oferta de vida eterna que Cristo ainda faz a cada ser humano é bem interessante e deveria ser levada mais a sério, você não acha?
Tudo isso me leva cada dia a pensar mais nas pessoas ao meu redor e menos nos meus interesses particulares, como Cristo ensinou em palavras e atos. Valorizar meus pais e meus amigos, ajudar os menos favorecidos. Descobri que minha dor pode ser a dor do outro e por isso a forma de enfrentá-la pode servir para ajudar a aliviar essa dor. Mas o mais incrível nisso é que Cristo sofreu toda nossa dor ao viver aqui, e por isso mesmo sabe e compreende a minha e a tua dor, por mais dura que seja. E está atento, ouvindo. Tenho tido a felicidade de derramar a alma diante dele e receber seu alento. Deus  sofre com nossa dor, e nenhum fardo é pesado demais para ele. Temos hoje o privilégio de orar a ele e deixar em suas mãos toda a nossa ansiedade. Porque ele tem cuidado de nós. Sim, ele tem cuidado de nós, mais ainda do que uma mãe pelo filho.
Diante da realidade da morte, vejo como sou pequeno e como a vida em toda sua loucura e milhões de situações e interesses é nada. Nada… Mas em Cristo vejo sentido, propósito. Ele tem as chaves da vida e da morte! É a ressurreição e a vida! Por mais dura ou efêmera que esta vida seja, nele temos vida eterna! Já parou para considerar isso?
De que adianta ao homem passar por cima dos outros, correndo atrás de dinheiro e poder, e no final morrer perdido para sempre? Perder a vida eterna? Compensa? Sem contar que ele pode ser cobrado por suas trapaças aqui mesmo. Sem contar que ele pode passar a vida ajuntando riquezas e morrer perdido sem nada aproveitar, como o homem da parábola.
Afinal, eu estou lhe contando isso porque talvez você ainda não parou para pensar no assunto, e não quero que perca essa oportunidade ímpar. As pessoas as vezes questionam o porquê de tanta miséria e desgraça nesse mundo. Porque tanta corrupção? Será que Deus não vê isso? Alguns dos motivos são justamente o desperdício, a ganância e a vaidade de muitos, que atuam como sanguessugas minando os recursos que resolveriam a miséria e a fome no mundo. E muitos são ateus justamente por essas e outras questões semelhantes. Mas deixe eu lhe contar um segredinho:
Deus está vendo tudo. E está agindo. Sua misericórdia está atuando. A oportunidade de vida eterna em Cristo também se estende aos políticos corruptos e outros tantos que andam perdidos mundo a fora. Todo aquele que se arrepende e o busca. Mas a misericórdia e a graça tem limites. A vida é, como dissemos, um sopro. Amanhã pode ser tarde demais. Por isso é extremamente importante escolher hoje a vida e o bem. Rejeitar a morte e o mal.
Esse mundo é um lugar de dor e morte, mas em breve virá o dia quando Cristo dará fim nesse estado de coisas. Naquele dia os inocentes que sofreram e tantos que tiveram uma vida muitas vezes desgraçada em dor e sofrimento pela injustiça social, muitos que morreram jovens em fatalidades, muitos com os quais a vida aqui não foi justa, mas viveram na luz que Deus lhes deu, na esperança do dia de Cristo, ressurgirão da morte para a vida eterna no reino da glória! Diante da eternidade e daquela glória inimaginável, esta vida sofrida e breve daqui será considerada como nada… E os perdidos ficarão guardados na morte até o dia do juízo final.
Você vê muita injustiça e dor neste mundo? Cristo ensinou a gente a mitigar e aliviar essa dor tanto quanto possível. Por isso nos proveu riquezas e meios, para sermos colaboradores dele nesse trabalho. Tudo o que fazemos ou deixamos de fazer a esses pequeninos ele considera como se o fizéssemos a ele. Que privilégio! Quanta responsabilidade! Ele atua no mundo por meio das pessoas, daqueles que chamou. E seu chamado se estende agora mesmo a você, se ainda não havia ouvido. E talvez pela segunda ou terceira vez. Existe um propósito supremo para a vida humana: derramar vida em outras vidas, ser agente de esperança, multiplicando esperança e levando amor a outros. Hoje compartilho minha esperança contigo. E o segredo é passar a diante.
Cristo com sua morte comprou-nos a vida eterna. Portanto, não devemos temer a morte. E se estivermos com Cristo, morrer é lucro! Somente um descanso tranquilo até a manhã gloriosa da ressurreição! Considerou a proposta de vida eterna dele? Quero te ver no reino vindouro hein!
A paz de Cristo esteja contigo!

Referências
Bíblia.
Caminho a Cristo; Ellen G. White; Casa Publicadora Brasileira.
Atualidades.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Entre a Vida e a Morte


Num lugar estranho, longe de casa, longe da família. Escravo. Sua pátria devastada. Sua cidade natal queimada. Apenas três amigos estavam ali, partilhando a mesma sorte. O que você faria diante de uma situação assim? Há pessoas que se matariam, outros se lamentariam muito. Jovem, toda a vida pela frente. Um exilado. Ele, porém, era diferente. Não caiu em depressão. Não ficou xingando seus algozes, nem maldizendo a vida. Levantou a cabeça e lutou. Mas sua luta não foi com armas, nem com conspirações. Nenhuma opção humana natural. Não. Absolutamente!
Daniel. Esse é o nome dele. Um hebreu longe de sua família e de sua terra, vivendo na Babilônia a partir do ano 605 a.C. Seus amigos chamavam-se Ananias, Misael e Azarias.
Apenas chegaram ali, já enfrentaram um teste muito sério. E por mais incrível que pareça, tinha que ver com… comida! O rei Nabucodonosor, muito bem-intencionado, mandou servir a todos os jovens aprendizes sua própria comida. Eles comeriam o mesmo cardápio que era servido na mesa real. Olha que honra diante de uma corte estranha! Só que não para os nossos jovens em questão. Para eles era uma situação delicada e embaraçosa.
Ocorre que Daniel e seus amigos eram adoradores do Deus do céu. Hebreus de berço. Eles não comiam aquelas carnes que foram tiradas do cardápio da humanidade desde o Gênesis (Gênesis 7:2), posteriormente relacionadas e especificadas para os israelitas no deserto, após a saída do Egito (Levítico 11). É fato que Deus deu ao homem alimentação vegetariana (Gênesis 1:29), posteriormente dando a carne como alimento após a devastação da vegetação do planeta pelo dilúvio (Gênesis 9:3). Hoje sabemos que a alimentação vegetariana é o ideal, pois supre todas as necessidades do organismo e preserva melhor o mesmo. Rejuvenesce, proporciona melhor acuidade mental e evita maior número de doenças. Daniel sabia que era o melhor. Não tinha todo o conhecimento científico do assunto que temos hoje, mas sabia porque tinha o conhecimento do Pentateuco. E compreendia que as regras de Deus eram para evitar doenças e outros males que havia em outras nações (Deuteronômio 7:11 a 15). Não admira que Daniel e seus amigos tenham escolhido o regime vegetariano: o ideal.
Mas o fato é que eles tinham o dilema de comer a comida que o rei comia, o que incluía não somente carne de todo tipo como também bebida alcoólica. Ou eles eram fiéis ao seu Deus e buscavam uma alternativa, ou deixavam de lado seus princípios e simplesmente comiam. Afinal, estavam em uma terra estranha, não havia ninguém para ver o que estavam fazendo. Nenhum sacerdote ou líder religioso. Nem os parentes. Aliás, eles não eram os únicos hebreus ali. Havia muitos outros que foram deportados com eles. E esses… esses estavam comendo! Os únicos a procurar uma alternativa foram eles. Jovens corajosos, eles tomaram uma decisão surpreendente:
“Daniel resolveu que não ficaria impuro por comer a comida e beber o vinho que o rei dava; por isso, foi pedir a Aspenaz que o ajudasse a cumprir o que havia resolvido.” Daniel 1:8. NTLH
Mas Aspenaz tinha medo do rei. Este havia determinado a comida deles, da melhor que ele tinha a oferecer. De sua própria mesa. Seria uma afronta um pedido desses. Aspenaz temeu a pena de morte, e com razão. Mas entendeu Daniel. Daniel foi então falar com o encarregado da comida. Este teve a mesma preocupação. E se o rei ver que vocês estão mais fracos e pálidos que os outros? Vou ser castigado. Daniel então propôs um teste de dez dias, apenas com uma alimentação vegetariana e água para beber. Com isso o oficial concordou. O teste de dez dias começou. No final a surpresa.
“Passados os dez dias, os quatro jovens israelitas estavam mais sadios e mais fortes do que os jovens que comiam a comida do rei. Aí o guarda tirou a comida e o vinho que deviam ser servidos aos quatro jovens e só lhes dava legumes para comer.” Daniel 1:15 e 16. NTLH
Que coisa linda. O fato é que o organismo humano sempre foi o que é. E o que é bom para a saúde não mudou com o tempo. É maravilhoso perceber que Deus nos criou e deixou a orientação básica para nossa saúde e felicidade registrada. No início, na história do Gênesis, o conhecimento era transmitido de pai a filho pela tradição oral. Depois, a partir de Moisés, registrada no livro sagrado. Os princípios básicos estão lá. Mas vamos deixar essa questão agora, afinal apresentei essa questão apenas como uma introdução sobre esses jovens extraordinários. Que na verdade de extraordinários não tinham nada mais que a fidelidade ao seu Deus acima de tudo. E quando digo tudo é absolutamente tudo. Eles buscavam a excelência em tudo.
Outro fato importante nessa história é que Daniel e seus amigos foram muito honrados por sua fidelidade. Veja só:
“Deus deu aos quatro jovens um conhecimento profundo dos escritos e das ciências dos babilônios, mas a Daniel deu também o dom de explicar visões e sonhos. (…) E entre todos não havia quem se comparasse com Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Por isso, ficaram trabalhando no palácio. (…) Os quatro eram dez vezes mais inteligentes do que todos os sábios e adivinhos de toda a Babilônia.” Daniel 1:19 e 20. NTLH
Que bênção é seguir as orientações divinas! Ele diz: “…respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam.” I Samuel 2:30. NTLH
Esse foi o primeiro teste deles naquela terra estranha. Ali sua fidelidade e sua fé em Deus e sua orientação foram pela primeira vez provadas. Mas eles ainda enfrentariam outros desafios.
Um belo dia o rei Nabucodonosor mandou levantar uma estátua, e lá estavam aqueles três amigos de Daniel. O rei deu ordem a todos para adorar a estátua de ouro. E eles ficaram de pé! A coragem daqueles jovens é admirável, visto que a pena por não adorar era ser queimado vivo! Havia uma fornalha, e o rei determinara que quem não adorasse seria jogado no fogo. Mas aqueles três ficaram de pé! Então aqueles que ali estavam, junto do rei, foram denunciar.
Sabe rei, existem uns judeus que fizeram puco de ti e desprezaram tua ordem. Eles não adoram teus nem prestam culto aos teus deuses e não adoraram a estátua que mandaste construir em tua honra. O rei rapidamente mandou chamar os três. Eles vieram. Então ele disse que não tinha problema, eles podiam ficar tranquilos que ele mandaria a fanfarra real tocar novamente e quando ouvissem a música, eles poderiam adorar e estava tudo certo.
Agora a resposta deles é digna de nota:
“Ó rei, nós não vamos nos defender. Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.” Daniel 3:16 a 18. NTLH
O rei ficou tão furioso que mandou aquecer sete vezes mais o fogo e jogar os três lá dentro. Os guardas que os jogaram morreram somente com o calor da porta da fornalha. E Deus resolveu livrar aqueles jovens. Além disso, Jesus esteve lá com eles. O rei viu um quarto homem ali que era semelhante ao filho dos deuses. Então os chamou para fora e honrou a eles e ao Deus deles.
Entre a vida e a morte aqueles três escolheram a morte para honrar a Deus. Fiéis até a morte. Lembro-me das palavras do próprio Cristo:
“Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que a mim não merece ser meu seguidor. Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Quem procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo, porque é meu seguidor, terá a vida verdadeira.” Mateus 10:37 a 39
“Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira. Quem quiser me servir siga-me; e, onde eu estiver, ali também estará este meu servo. E o meu Pai honrará todos os que me servem.” joão 12:25 e 26
“Ninguém tem maior amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles.” João 15:13
“Eu afirmo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas depois não podem fazer mais nada. Vou mostrar a vocês de quem devem ter medo: tenham medo de Deus, que, depois de matar o corpo, tem poder para jogar a pessoa no inferno. Sim, repito: tenham medo de Deus. Por acaso não é verdade que cinco passarinhos são vendidos por algumas moedinhas? No entanto Deus não esquece nenhum deles. Até os fios dos cabelos de vocês estão todos contados. Não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos!” Lucas 12:4 a 7. NTLH
Queridos, Deus nos amou de tal forma que enviou Jesus para sofrer a morte que era nossa e nos abrir novamente as portas da eternidade. Cristo deu a vida por seus amigos. E joão entendeu que seus discípulos devem dar a vida pelos irmãos. I João 3:16
Tempos difíceis esses em que vivemos. Maldade e corrupção por todo lugar. Mas ao longo da história eu percebo que não foi muito diferente. Daniel e seus amigos tiveram de escolher entre a vida e a morte para permanecer fiéis. E eles foram fiéis até a morte. Fiéis a Deus acima de tudo. Fiéis em seu trabalho, na política de Babilônia. Eles trabalhavam no palácio. Que exemplo!
Hoje uma questão que afeta todo ser humano mais cedo ou mais tarde em toda esfera social é a mesma que aqueles jovens destemidos enfrentaram: ser fiéis aos princípios, à verdadeira justiça, mesmo diate da morte. Ou ceder. Ser cristão e seguir a Cristo é também preferir morrer a se deixar corromper ou compactuar com o crime.
Mas quem está disposto a pagar o preço? Esse é o preço do discipulado. A promessa bíblica é essa que Jesus nos deixou:
“Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira. Quem quiser me servir siga-me; e, onde eu estiver, ali também estará este meu servo. E o meu Pai honrará todos os que me servem.” joão 12:25 e 26. NTLH
Jesus viveu e morreu por um mundo mais humano e justo, onde as pessoas se importem mais com os semelhantes, e nos garante um futuro eterno com ele em breve. Quem está disposto a deixar tudo e segui-lo? Mesmo até a morte? A questão é que deixar de ser fiel a Deus é ganhar a vida aqui, mas perder a vida eterna. E ser fiel seguindo a Cristo até a morte aqui é garantir aquela vida e ter sua consciência tranquila. A decisão é pessoal. Paradoxal: ganhar o mundo todo e perder a alma adianta? E perder o mundo mas ganhar a alma?
O fato é que o evangelho de Cristo implica em uma cruz. Daniel e seus amigos eram fiéis e preferiam morrer a se deixar corromper ou compactuar com coisas erradas. Jesus também. Houve muitos outros:
“…os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros. Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos. Uns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior; outros enfrentaram zombaria e açoites; outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas. Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. Deus havia planejado algo melhor para nós, para que conosco fossem eles aperfeiçoados.” Hebreus 11:33 a 40 – grifo meu. NVI
Paulo também morreu em Roma porque era um arauto do evangelho. E de lá para cá muitos outros deram a vida por Cristo. Não posso afirmar que esteja pronto para isso, mas tenho provado e visto que esse Deus que se revela pelas Escrituras é real. Ele já me salvou literalmente algumas vezes. E se algum dia tiver de deparar uma situação assim, busco a ele a fim de que, nesse dia, eu esteja pronto para honrá-lo como ele merece.
Há uma citação de uma autora norte-americana nesse tema que gosto muito:
“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” Educação, capítulo 7 – Ellen G. White
A paz de Cristo esteja contigo!

Referências
Bíblia – A Bíblia em Ordem Cronológica; Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Nova Versão Internacional.

Educação – Ellen G. White. Ed.: Casa Publicadora Brasileira.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Regra Áurea - Um pouco mais além...

Essa regra é famosa. Fazer aos outros o que você gostaria que fizessem a você. Simples. Mas não é tão simples como possa parecer. Descobri isso recentemente. Imagina só: um casal faz exatamente isso: cada um trata o outro como gostaria de ser tratado, e os dois vivem se desentendendo. Pode? Pior que pode.
Me dei conta disso ao ler o livro “As Cinco Linguagens do Amor”. Simples, objetivo, fundamentado em muitas experiências empíricas.
Resumindo: cada um de nós tem uma linguagem emocional. Um fica superfeliz com um abraço. Se tiver isso já ganhou o dia. Outro passa o dia todo com um elogio sincero. Ainda outro se sente assim com um presente dado de coração, mesmo que seja uma simples folha. E por aí vai. Isso é só um exemplo. Uma pessoa pode se sentir igualmente realizada emocionalmente com duas dessas coisas, e eu não exemplifiquei todas. Dessa forma você pode fazer exatamente o que gostaria que fizessem a você e não estar fazendo o que o outro gostaria que fizessem a ele. Percebe?
O livro é muito bom. E com certeza ajuda bastante a resolver conflitos desse tipo. Vale a pena a leitura.
Algo interessante sobre o amor é que você pode aplicar o princípio de Cristo:
“Dêem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês...” Lucas 6:38
É interessante ler o livro e pensar nesse verso dentro do contexto. E voialá! Milagres podem acontecer.

A paz de Cristo esteja contigo!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Reflexos...

No último dia 28 participei de uma palestra de motivação que foi ministrada aos funcionários da área de educação aqui na minha cidade. Uma das coisas que me chamou a atenção foi essa colocação:
“A motivação precisa ser pessoal.”
Isso é algo realmente importante. Se a pessoa está motivada por um princípio de vida, ela consegue ir muito mais longe, produzir muito mais e com mais qualidade. A palestra foi muito proveitosa. O palestrante é renomado em sua área de atuação. E transmitiu os conceitos muito bem. Mas aqui não vou repetir aqueles conceitos. A frase que me marcou mais foi essa que acabo de citar, mas em relação a esse assunto, já venho meditando nele há algum tempo, e me é inevitável pensar nisso e não me lembrar de uma pessoa. Aquele que foi o maior motivador de todos os tempos: Cristo, o messias.
Tenho meditado ultimamente em minha vida em geral e estou vivendo uma experiência que gostaria de compartilhar. Cristo, o messias, ele é meu modelo. Me fascina, me inspira, me encanta. Afinal de contas, porque fazer o meu melhor mesmo em condições desfavoráveis? Porque se importar? O que isso faz de diferença? Em minha vida pessoal tenho alguns problemas, e percebi que o maior deles está relacionado a essas questões. Eu estava levando uma vida razoável, tranquila. Sem se importar muito com nada. Sem me dedicar inteiramente a nenhum propósito. Apenas levando a vida. Mas um belo dia eu comecei a meditar em Cristo.
Cristo, ele que, sendo Deus, e tendo seu reino celestial, onde estava cercado de servidores que o amam e sempre lhe dedicaram louvor e adoração, vivendo sempre para servi-lo como resposta ao seu amor. Fico imaginando como era isso. O céu. Sem calor, sem suor, sem sede ou fome, nem sombra de dor ou qualquer leve traço de dificuldade que existe nesse mundo. E cercado de anjos leais e fiéis que o serviam sempre. Cânticos arrebatadores que não existe música na terra capaz de chegar perto. Porque um rei deixaria um trono assim tão extraordinário? E para quê?
Enfim, Cristo, embora subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se humilhou, assumindo a forma de servo. (Filipenses 2) E, sendo obediente até a morte, sofreu por trinta e três anos aqui neste mundo mal. Agora, pensa por um momento, imagina o que deve ser para um rei assim tão majestoso deixar o trono, a adoração dos anjos, sua própria glória divina e, humilhado ao máximo, assumir o corpo de um ser humano, sofrendo sede, fome, dor, maus tratos, e ser obediente até a morte. Para quê? Porque? Para dar a nós, seres humanos, a oportunidade de morar lá no céu com ele, partilhando a glória de Deus, livres de toda dor e sofrimento. Por que nos amou mais que sua própria vida. Isso é para mim o maior amor do Universo. E o maior exemplo.
Mas afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? Ocorre que a minha motivação pessoal vem daí. Há pouco tempo eu consegui animar alguém e ver a alegria e gratidão daquela pessoa, e isso mexeu comigo. Uma alegria e satisfação brotou. Um sentimento bom. Eu já havia lido sobre isso. E sempre procuro ajudar pessoas, desde que tive contato com o evangelho do Reino, mas nunca tinha parado para meditar no assunto nem havia me sentido tocado assim. Qual era a alegria do salvador? Qual era sua motivação? Ver o bem das pessoas, salvar. O amor era a mola propulsora que o levava a se mover em íntima compaixão pelo próximo. Seu pagamento? A alegria e felicidade que fazia brotar naqueles que curava e salvava. A satisfação de poder partilhar a eternidade com eles e os anjos.
Hoje minha vida está mudando mais porque esse amor de Cristo está me levando a amar mais as pessoas. O trabalho pode ser cansativo ou as vezes tedioso, mas o que me motiva agora é ter a grata satisfação de poder fazer o dia de alguém mais feliz, poder servir melhor, ser uma bênção na vida daqueles que se beneficiam desse trabalho.
A Assistência Social Adventista tem por missão “mudar o mundo, uma vida de cada vez”. E esse é um pensamento maravilhoso que reflete bem o exemplo de nosso salvador.
Há uma grande bênção em viver para servir. É uma verdadeira satisfação poder fazer a diferença na vida de outros como resultado do seu trabalho. Estou descobrindo isso. Está me fazendo muito bem.
O cristianismo é basicamente isso. Amar na prática, sem esperar nada, apenas para ver o bem do outro. Isso como resultado do contato com Cristo. E como isso faz diferença! Em tudo. Significa renunciar muitas coisas particulares, deixar muitas coisas pessoais e pensar mais nos outros. Mas vale muito a pena. Olhar para Cristo e meditar na vida dele é uma grande bênção.
Todos temos muito potencial. Habilidades que se desenvolvidas trarão grandes bênçãos ao mundo. O que faremos com elas? Usaremos para a promoção pessoal ou para mudar vidas? Já parou para pensar na bênção que é desenvolver todo o potencial para a glória de Deus a fim de abençoar outros com o seu trabalho?
Não importa onde, se na igreja ou na escola, em casa, na universidade ou trabalho, fazer isso vai exigir tempo e dedicação. Isso vai significar abrir mão de coisas particulares e interesses pessoais. Sacrifício. Renúncia. Cristo, o rei do Universo, humilhou-se e se sacrificou, sendo obediente até a morte, por amor de nós. Ele deu sua vida por nós, e devemos dar a vida por nossos irmãos. (I João 3:16) Isso não quer dizer simplesmente morrer, tem um significado mais profundo. É viver para servir, como ele fez. Abrir mão de interesses particulares para ver o bem do outro, fazer o melhor, dedicar tempo e recursos para salvar pessoas. Porquê? Como extensão do amor de Deus nesse mundo.
Faz algum tempo que comecei a pensar assim, partindo do exemplo do mestre. E isso tem sido uma bênção em minha vida. A felicidade de doar é maior do que a de receber. E por isso mesmo sigo nesse caminho, porque afinal, parece que a missão dada por Cristo começa a fazer todo o sentido. Qual é a alegria de que ele falou? “Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.” João 15:11 Que alegria é essa que deseja para todos nós?

A paz de Cristo esteja contigo.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Revolucionários!

Aproximadamente 1212 a.C., um jovem está revoltado com a situação de seu povo. Escondendo seu trigo ele o malha no tanque de prensar uvas para que os inimigos não tomem à força. Mas nessa situação difícil o Anjo do Senhor aparece para ele e diz: “O Senhor está com você, poderoso guerreiro”. Gideão então coloca para fora toda a sua insatisfação e indignação com a situação, dizendo: Se o Senhor está mesmo conosco, porque ele permite que os Midianitas roubem tudo o que é nosso? Onde estão os atos poderosos do Senhor em nosso favor que ouvimos nossos pais nos contarem? Onde está o Deus que fez tantas maravilhas em nosso favor como eles nos contaram? O Senhor nos abandonou e nos entregou aos nossos inimigos. E a resposta do Senhor foi: “Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está enviando?”. Então Gideão se sentiu fraco diante do inimigo, mas pediu confirmação a Deus sobre sua missão e, dando o Senhor a certeza de que estava com ele, foi e, com trezentos homens, venceu o exército inimigo com seus milhares de soldados e libertou Israel!
Você já se sentiu indignado com alguma coisa ao seu redor? No tempo de Gideão a história bíblica nos informa que o sofrimento deles era decorrente da corrupção moral que havia tomado conta do povo. Ellen G. White, escritora norte americana, diz que Gideão e sua família eram corajosos, e ele era o único que ainda estava vivo das batalhas que haviam travado para tentar libertar-se. Hoje a situação não é muito diferente. Mas o que me chama atenção é que quando Gideão reclama da situação do país Deus diz a ele: vá libertar Israel!
A Bíblia nos conta que Deus teria de nos matar para fazer justiça, porque essa é a pena justa para nossa maldade. Mas ele nos ama tanto que desceu aqui, viveu entre nós em forma humana e pagou a nossa pena, morrendo numa cruz! Ele é Emanuel, Deus Conosco! Mas porque ele fez isso? Para nos perdoar e nos admitir novamente ao seu lado, eternamente! Não mais maus, e sim transformados à sua imagem e semelhança, como ele nos criou no princípio! Ele esteve entre nós. Cristo: a revelação visível do Deus invisível! E ele instalou uma revolução aqui. Seus discípulos ensinaram todos os que creram nele a viver uma nova vida, uma vida humilde e fundamentada no amor altruísta, o amor que vem de Cristo.
Hoje as coisas não são tão diferentes, a não ser pelo fato de que estamos vivendo a profecia de Cristo, registrada em Mateus 24 e Lucas 21. Ele falou sobre a perseguição e martírio dos discípulos. Também advertiu sobre a destruição de Jerusalém e falou sobre as guerras e desastres, com o aumento da maldade até o tempo da sua volta. O historiador Josefo escreve que no tempo em que os romanos cercaram a cidade (como Cristo disse) e depois saíram, aqueles que tinham crido no Mestre saíram para a região de Pereia e escaparam. Logo em seguida os romanos voltaram e cercaram a cidade novamente, então o povo começou a morrer de fome, até que Jerusalém foi destruída e não ficou pedra sobre pedra no Templo que não fosse removida. E foram “levados como prisioneiros para todas as nações” (Lucas 21:24). No tempo de Gideão a narrativa Bíblica nos informa que eles estavam sofrendo as consequências de seu afastamento de Deus. Com sua idolatria eles se afastaram e ele retirou a proteção, deixando-os vulneráveis aos ataques dos Midianitas. Mas quando se arrependeram e voltaram a buscá-lo, convocou Gideão e os libertou. Os judeus também o rejeitaram como nação, crucificando o Messias. Em um ato de satânica ira para condenar seu inocente salvador, tomaram sobre si o juízo divino: “Que o castigo por esta morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos!” (Mateus 27:25). Satanás, o destruidor, está vibrando para espalhar a morte e a desordem e fazer o mundo entrar em colapso. Deus o impede de executar seus intentos, mas quando o ser humano rejeita a Deus e prefere a maldade e a corrupção, o Senhor retira a proteção, e Satanás tem liberdade para destruir. Hoje, como disse Cristo, o amor está se esfriando de quase todos. Vemos maldade em toda parte. E consequentemente ao afastamento das pessoas de Deus, a tragédia gerada pela corrupção resultante e os desastres, obra do destruidor, são cada dia mais visíveis.
Os verdadeiros discípulos de Cristo viveram como ele, transmitindo esperança a um mundo sofredor. Eles abalaram o mundo, sem armas, apenas com o poder do amor em seus corações. Eles tinham fome e sede de justiça, eram misericordiosos, puros de coração. E hoje Deus quer despertar em nós um sentimento de insatisfação, e usar isso para promover o amor de uns para com os outros, uma revolução pelo bem, pela solidariedade, uma firme disposição para permanecer ao lado do que é justo, ainda que caiam os céus! Nas palavras de Cristo:
Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto a morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: 'Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!'. Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. (…) Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.” Lucas 14:26 a 35
É crucial parar para pensar nessas palavras dele e avaliar o preço que temos a pagar para realmente andar com ele e viver seguido seus passos. Uma vida de serviço como a de Cristo requer dedicação total a Deus, colocando-o acima de tudo, até da própria vida! Isso quer dizer que se você estiver em uma situação onde para ser fiel correrá risco de morte, deverá preferir a morte do que a injustiça, a infidelidade. E, em síntese, é disso que a sociedade tem falta: homens que não se comprem nem se vendam, que permaneçam firmes pelo que é certo mesmo diante da morte. Fidelidade até a morte também significa fidelidade em tempos de paz, separação da corrupção reinante, mesmo nas coisas pequenas, porque quem é fiel nas pequenas coisas será nas grandes. (Lucas 16:10)
Cristo pagou o preço para libertar-nos e comprou assim, com seu sangue, a vida eterna. E esse é o preço a ser pago para segui-lo. Não se trata de se arriscar a morrer, trata-se de não se corromper, não vender seus princípios, não ter preço. Mesmo diante da morte.
Parece que não, mas todos os dias lidamos com questões envolvendo escolhas certas e erradas. E como é fácil e natural, e até culturalmente normal, fazer como a maioria e escolher as coisas erradas. Quando você decide viver de acordo com os princípios do evangelho vai na contramão da própria sociedade e muitos vão te dizer para fazer como a maioria porque afinal estamos no século 21, as coisas são diferentes, e você não precisa ser tão fiel. Quem está disposto a pagar o preço e seguir a Cristo?
É por isso que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. (Mateus 22:14) Porque o caminho é mesmo estreito, e apertada a porta que conduz à salvação, e poucos são os que acertam com ela. Mateus 7:14
Mas ah, quanta paz e felicidade têm os que andam com Cristo! Sim, há esperança! Sim, Jesus em teu coração é tudo que precisa para contagiar outros e mudar o mundo ao seu redor! Sim, trabalhando dessa forma com nosso amado salvador, partilhando seu legado em prol do bem das pessoas ao nosso redor vamos com Cristo espalhar o amor de Deus nesse mundo. E para aqueles que assim resolvem segui-lo confiando na salvação que ele comprou para nós na cruz ele garante que, ainda que morram, viverão! (João 11:25) E um dia estaremos para sempre com o Senhor, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor. Porque tudo se fez novo, e essas coisas ruins já acabaram para sempre! (Apocalipse 21:4)
As profecias bíblicas nos mostram que as coisas vão se complicar um pouco mais, mas que breve Cristo virá e dará vida eterna àqueles que o amaram em resposta ao seu grande amor, ressuscitando os que já dormiram e glorificando os que estiverem vivos naquele dia. (I Tessalonicenses 4) A vida com Cristo é uma jornada humilde de trabalho em prol da vida, com dificuldades, mas que produz muita paz, satisfação e alegria no serviço dele. Ele está conosco todos os dias, até o fim. (Mateus 28:19 e 20) E uma coisa que tenho visto é que ele é o salvador presente que te socorre e fortalece em toda e qualquer situação. Com quem podemos contar 24h por dia. Deus conosco!
Cristo está pronto a libertar todo aquele que nele crê, basta pedir a ele para curar você, restaurar sua vida e lhe dar poder para viver essa vida nova que ele comprou com seu sangue para nós, se assim você quiser, se sentir que precisa dele. Ele está com você agora mesmo. Não importam as dificuldades ou qualquer coisa, Jesus é a vida, ele é o libertador, e como fez com Gideão e com os discípulos, quer tornar cada um de nós poderosos guerreiros, com poder de seu Espírito, para transformar vidas e preparar outros para uma sociedade melhor, um mundo melhor, aquele reino eterno que ele vai afinal estabelecer aqui, sem morte, tristeza, choro nem dor, onde não haverá lembrança das desgraças de hoje, porque tudo se fez novo!
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências
Bíblia – Nova Versão Internacional – História de Gideão: Juízes capítulos 6, 7 e 8.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Visão


Visão é uma das coisas mais importantes
na vida. Quando temos uma visão, então compreendemos melhor e temos um alvo certo, metas definidas e sabemos exatamente onde chegar.

Um dia, algum tempo depois de Jesus ressuscitar, Pedro estava hospedado perto do mar, na casa de um homem chamado Simão. Ali, próximo da hora do almoço, Pedro subiu ao terraço para orar e, naquele momento, teve uma visão. Visão essa que mudaria a vida dele. Uma visão onde Deus lhe comunicou um pouco mais de sua visão para nós.
A visão de um lençol onde havia de toda espécie de animais: quadrúpedes, répteis e aves. Juntamente com isso ouviu uma voz: Levante-se, Pedro; mate e coma! Naturalmente Pedro respondeu: De modo nenhum, Senhor! Jamais comi algo impuro ou imundo! E a voz disse: Não chame impuro ao que Deus purificou. Tudo isso se repetiu três vezes.
Nesse capítulo da vida de Pedro temos algumas perguntas intrigantes e algumas respostas inerentes ao contexto do próprio texto.
Primeiro: o que Pedro quis dizer com comer algo impuro ou imundo?
Segundo: porque ele ficou pensando no que significaria a visão e não entendeu logo de cara?
Dentro do contexto histórico e bíblico, Pedro, como bom judeu, conhecia as leis antigas e sabia que havia uma distinção entre animais limpos e imundos, e coisas puras e impuras, que se vê na Bíblia desde a época de Noé, sendo depois dada por escrito por meio de Moisés ao povo de Israel. Essa fazia parte das leis antigas que os judeus ainda guardam, e Pedro refere-se claramente à observância dessa lei de saúde quando diz que jamais comera nada impuro ou imundo. Isso nos leva à segunda resposta.
O texto pode ser interpretado para dizer que Pedro ainda seguia aquela antiga lei que já fora abolida por Cristo e, assim, Deus lhe deu a visão para mostrar isso a ele. Com isso já podemos perceber aqui uma coisa: se Jesus tivesse realmente mudado essa regra e ensinado isso, Pedro já estaria comendo de tudo desde então. O simples fato dele ficar pensando nos mostra que esse não era o caso. E o fato de continuar fiel àquela antiga lei até aquele momento confirma isso. A resposta, porém, é muito mais surpreendente e está logo a frente no texto:“Enquanto Pedro ainda estava pensando na visão, o Espírito lhe disse: Simão, três homens estão procurando por você. Portanto, levante-se e desça. Não hesite em ir com eles, pois eu os enviei.” (...) “Conversando com ele, Pedro entrou e encontrou ali reunidas muitas pessoas e lhes disse: Vocês sabem muito bem que é contra a nossa lei um judeu associar-se a um gentio ou até mesmo visitá-lo. Mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum.” Atos 10:19, 20, 27 e 28.
Deus tem uma visão: resgatar todos os homens, de todas as raças, tribos e línguas, mas Pedro ainda está sob aquele antigo preconceito nacional pensando que a salvação é só para os judeus. Assim, usando como metáfora a lei dos alimentos e coisas puras e impuras, Deus mostra para Pedro que com as pessoas é diferente, o evangelho é para todos, a salvação e a vida eterna estão disponíveis a todos, em todos os cantos do mundo, que crerem em Cristo!
Infelizmente ainda existem barreiras, mas elas continuam sendo humanas, como era o caso de Pedro. O amor de Deus por meio de Cristo não tem barreiras, nenhuma barreira, para alcançar as pessoas. Não importa cor, raça, nacionalidade, ou qualquer outra coisa, todos são preciosos aos olhos daquele que deu o maior tesouro do Universo, seu Filho amado, para morrer a fim de abrir-nos a porta do Céu!
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências
Bíblia – Atos 10 e Pentateuco.
Versão Bíblica utilizada: Nova Versão Internacional.

terça-feira, 18 de março de 2014

Nutrição Profunda

Todos os seres vivos precisam manter a vida fluindo. E como fazemos isso? Árvores recebem vida através do contato com o solo e a luz. Elas têm estruturas capazes de sintetizar a energia necessária para a continuidade da vida e, ao receber a luz, essas estruturas obtêm por meio do processo de fotossíntese o alimento para a planta. Do solo elas buscam minerais e outras substâncias que também nutrem a planta para que a vida se mantenha. Seres vivos como animais e nós, humanos, obtemos os nutrientes com os alimentos e também fortalecemos nosso organismo por meio da prática de atividades físicas e exposição adequada à luz solar e ar puro. Agora a pergunta fundamental é: se na vida física é assim, como será na vida espiritual? Como manter a vida espiritual robusta e em forma? Será semelhante à foma como fazemos com nosso sistema biológico?
Jesus explicou isso aos discípulos. E ele falou das plantas! Ele disse: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos”. João 15:5 a 8 Permanecer em Jesus e dar frutos. Nas plantas, os frutos vêm como resultado da nutrição. Jesus diz que da mesma forma que os ramos dependem de estar ligados na videira para produzir fruto se não estivermos ligados a ele não produziremos. Não faremos nada como ele diz. Já viu pessoas sem motivação para fazer as coisas para Deus? Será essa a razão?
Jesus fala de frutos, que conforme ele diz são resultado da união com ele. Mas o que são esses frutos? Como podemos estar unidos com ele? Ele disse que é o caminho, a verdade e a vida. João 14:6 Lembra da vida? A vida se mantém em nós e nas plantas e animais através dos alimentos que ingerimos de uma forma ou de outra. De forma semelhante, Jesus disse: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. João 17:3 Nossa vida espiritual, como ele diz, vêm do conhecimento de Deus e dele mesmo. E essa vida é eterna, ou seja, assim, por meio deste contato, vamos ter a vida eterna que ele nos oferece. Como Jesus é o caminho para o Pai, porque ninguém vem ao Pai a não ser por meio dele, primeiro precisamos conhecê-lo. E assim conheceremos o Pai. Hebreus 1:1 a 3 nos informa que Jesus é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser e que Deus nos falou no passado pelos profetas, mas depois enviou Jesus para viver entre nós e nos dar uma revelação completa dele. Logo, conhecer Jesus é tudo o que precisamos, porque assim conheceremos o Pai. As duas pessoas que precisamos conhecer. Mas como conhecê-lo, se ele está assentado à direita de Deus nas alturas, como diz Hebreus 1:3? Como conhecer pessoalmente alguém que não podemos ver? Jesus nos responde: “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir”. João 16:13 O Espírito Santo nos guiará a toda a verdade. Quem é a verdade em pessoa? Jesus! Como ele mesmo disse. Traduzindo: o Espírito Santo nos guia até Jesus. Conhecemos então a Jesus e, consequentemente, ao Pai, porque ele é Deus Conosco!
Tudo bem, mas o que fazemos para que isso aconteça? Como podemos ser guiados pelo Espírito Santo? A Bíblia responde: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. Jeremias 29:13 Então só precisamos clamar a Deus de todo o coração pedindo para que ele se revele a nós por meio do Espírito Santo, e ele se revelará. João 1:1 a 4, 14 e 18 diz:
No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava no princípio com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido.”
Jesus é a Palavra de Deus viva. Ele se revela na Bíblia desde Gênesis. Nos evangelhos temos o registro da sua vida. Assim, por meio do estudo da Bíblia podemos conhecê-lo. O que fazer? Para conhecer Jesus, ter contato com ele por meio da revelação do Espírito Santo e assim sua vida fluir em nós e jorrar para a vida eterna como ele disse, produzindo os frutos que glorificam a Deus, tornando-nos discípulos dele, precisamos na prática estudar a Bíblia procurando conhecê-lo, clamando a Deus para que nos revele nosso salvador. Dessa forma o Espírito Santo nos guiará a Jesus, a fonte da vida e da verdade, e por meio dele conheceremos o Pai. Ele é o caminho, ou seja, segui-lo, tê-lo como modelo de vida, buscando nele a razão e a essência de nossa vida, assim como fazemos com o alimento, nos trará vida, e vida eterna.
Os frutos dessa união, dos quais ele fala, são apresentados em Gálatas 5:22 e 23.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Já pensou como essas características, esses frutos, podem fazer diferença na vida diária? Mas alguém pode produzir isso por si mesmo? Jesus nos diz que não. Porque a sociedade está tão cheia de maldade? O que esses frutos fariam ao ser vividos? Frequentemente as pessoas cobram essas coisas umas das outras, e as vezes procuramos fazer isso, mas caímos numa luta que acaba em um estado de sofrimento por regras e mais regras que não cumprimos como gostaríamos. Mas não é isso o que Cristo diz. Ele diz que sem ele, não podemos fazer nada; que os frutos que tanto queremos em nossa vida, a vida espiritual forte e robusta que procuramos, vêm naturalmente como resultado da união com ele. Como resultado de conhecê-lo. Não é nosso poder, e não é de fora para dentro. Como disse Cristo, se não comermos a carne e não bebermos o sangue dele, de nada adiantará. Não teremos vida em nós. João 6:53 Ele precisa fazer parte de nossa vida, precisamos conhecê-lo por meio de uma profunda busca em oração e estudo da Palavra de Deus. E por meio da força dele, seguir seu exemplo. Quando ele disse que devemos comer a carne e beber o sangue dele, no evangelho de João, está falando exatamente sobre isso: ele é o alimento que nutre nossa vida espiritual. Esquadrinhar sua vida, captando cada palavra, cada ação, buscando compreender os motivos dele e a forma como viveu, procurando seguir esse exemplo e ensinos no dia a dia, é o que ele quis dizer.
Como adventistas somos encorajados a buscar a Deus pela manhã, antes de sair de casa. Eu não tenho muito tempo nesse horário para fazer isso. Mas tenho buscado mais pela manhã ultimamente, pedindo a ele para me conduzir e dar poder durante o dia para uma vida mais próxima de Cristo, para vencer maus hábitos e produzir mais. Isso tem feito diferença. Durante o dia procuro estar com o pensamento ligado a Deus também. Uma das coisas que descobri é que se eu não faço isso, quando não busco poder de Deus para as atividades, a indolência e negligência, entre outras coisas, prevalecem.
Tenho provado e visto Deus atuando cada dia em minha vida. E tenho plena certeza de seu amor incondicional, não apenas porque a Bíblia assim o diz, mas pelo que ele já fez por mim. Algo que transparece nesse ensino de Cristo é que sem o contato direto e diário com ele por meio da oração e da meditação na Palavra, praticando seus ensinos por meio do poder dele, nada faremos. Mas conectados com ele produziremos os frutos do Espírito. A vida dele vai fluir de nós para abençoar todos ao redor com os maravilhosos frutos do Espírito. Como ele disse, nos tornaremos uma fonte de vida a jorrar para a vida eterna!
O amor dele em seus atos, a forma dele atuar com as pessoas, seu cuidado e dedicação são tão grandes! Ao estudar sua vida e ensinos contemplo seu amor e isso me leva para mais perto dele. Quero isso em minha vida, e ao clamar a Deus, contagiado com o exemplo do Mestre, o Espírito Santo vai colocando seu amor em meu coração. Assim podemos ser mais semelhantes a ele.
O reino de Deus não é tanto uma questão de regras, é mais uma questão de conhecê-lo. Ao conhecê-lo por meio da Palavra, pela revelação de Cristo, somos transformados à semelhança dele.
Jesus, a fonte da vida, é nosso alimento espiritual. Nele temos a nutrição que precisamos para produzir amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. Ao nos aproximarmos dia a dia dele por meio desse contato, conhecendo a Cristo e ao Pai, esses frutos serão mais abundantes e, naturalmente, todos saberão que somos seus discípulos.
No fim, só precisamos conhecer Jesus. Permitir que ele viva em nós.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências

Bíblia – Nova Versão Internacional