sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Sonho de Deus é Maior!


Os sonhos fazem a vida valer a pena. Tenho visto em filmes e outras produções do tipo um elemento em comum, um sonho que todo ser humano algum dia vislumbrou. O cinema, a literatura, entre outras obras em sua maioria tem esse elemento central: o anseio por um mundo justo e humano, sem dor e sofrimento, onde todos vivam em paz e harmonia. Geralmente esse elemento central é colocado na história para atrair o público, e isso é uma evidência de que ele é comum à humanidade. Desde pequeno aprendi sobre Deus e seu cuidado por nós, mas até 1997 eu não tinha uma ideia clara dele. De lá para cá aprendi alguma coisa mais sobre ele e, a cada dia, compreendo um pouco melhor esse Pai celestial. O que me fascina sempre é o fato de que ele se importa comigo, com cada ser humano, porque o sonho dele é maior que qualquer sonho nosso, e seu amor por nós é eterno.
Há algum tempo tenho escrito procurando mostrar o Deus que eu tenho conhecido, revelando um pouquinho do Senhor Jesus. Mas eu sou humano e tão pecador quanto outro qualquer, e de mim mesmo não poderia fazê-lo. O amor dele tem me levado a amá-lo, embora eu tenha muita dificuldade em fazer isso. Somente sua força me dá poder para corresponder seu amor, e em resposta da oração ele tem me ajudado muito, inclusive com as palavras ao escrever. Nessas palavras, passíveis de falhas, procuro expressar o pouco que tenho conseguido enxergar de seu amor. Nesse pouco tempo que tenho vivido já vi muita dor e sofrimento, e já me fiz muitas perguntas complicadas, já passei por situações que não gostaria de ver ninguém passando. Como tenho dito aqui, a oração e meditação na revelação bíblica me deu forças para seguir em frente em momentos onde, de outra forma, eu teria desistido. O amor de Deus tem se revelado em minha vida como proteção, ânimo, força, sabedoria, e outras coisas mais que me mantém de pé.
Hoje me propus a escrever novamente, e nesses momentos eu sempre penso no que escrever, porquê escrever, para quê escrever. Eu pensei em você que está lendo esse texto agora, como sempre faço, e pensei no todo. Já escrevi, neste blog, algumas coisas. Umas mais fáceis, outras mais difíceis. A princípio a ideia de escrever tratou-se de uma iniciativa de revelar a beleza e excelência da revelação divina, tanto na natureza quanto na Bíblia, e eu procurei transmitir algumas coisas a respeito do Evangelho de Jesus, a maravilhosa notícia sobre a revelação do amor de Deus feita pelo próprio Senhor encarnado. Já falei que o contato com essa revelação mudou muita coisa em minha vida, e nesse contexto há um quadro que gostaria de lhe mostrar agora:
“O Reino do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o campo.” Mateus 13:44
Quando Cristo contou essa parábola havia tesouros escondidos em campos, porque devido às guerras, as pessoas escondiam dinheiro e joias para depois desenterrar. Mas muitas dessas riquezas eram esquecidas, porque a pessoa não sabia mais onde havia enterrado. Assim, um empregado trabalhando em um campo um belo dia poderia esbarrar em um tesouro. O Reino do Céu, diz Jesus, é como esse tesouro. A pessoa fica tão feliz com tamanha riqueza encontrada que se desfaz de tudo o que tem para ter essa riqueza. A riqueza sempre fascinou o ser humano, mas Jesus nos diz que a riqueza que ele tem para nos dar é maior que qualquer coisa desse mundo, é uma riqueza eterna, da qual a vida eterna é parte integrante. É tão grande que alguém que encontra esse tesouro, semelhante a um homem que acha um grande tesouro material, faz tudo o que pode para adquiri-lo. O Senhor nos oferece riqueza eterna: vida abundante de graça agora e vida eterna no futuro; descanso da ansiedade e fardo de dificuldades em seu amor e cuidado. Não um mar de rosas, mas um guia seguro nas tempestades da vida com a certeza de aportar no porto da eternidade e Reinar com Cristo.
O anseio que todos nós temos por um mundo justo e uma sociedade onde as pessoas vivam sem dor e sofrimento é um sonho que Deus colocou em cada ser humano. Ele prometeu na visão profética de João: “Então vi um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra desapareceram, e o mar sumiu. (…) Ouvi uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: Agora a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos dele. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram.” Apocalipse 21:1, 3 e 4
Mas essa realidade perfeita no futuro não é a única coisa que Jesus oferece, ele nos disse que veio para que tenhamos vida abundante hoje e vida eterna no futuro! As dificuldades que enfrentamos agora podem ser grandes, a injustiça e todo o mal que nos cerca nos trazem dor e sofrimento, mas há poder para viver em paz e ter alegria mesmo em meio dessas coisas, porque como eu tenho visto ele fazer em minha vida sempre que tenho passado por isso, ele dá a todo aquele que o busca essa certeza: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve.” Mateus 11:28 a 30 Viver seguindo as orientações de Jesus e confiando nele exige entrega total, comprometimento total com ele, mas vale muito a pena. A cada dia seu amor e misericórdia me leva a louvar e agradecer a Deus.
Deus nos faz um convite: “...Escutem, os que têm sede: venham beber água! Venham, os que não têm dinheiro: comprem comida e comam! Venham e comprem leite e vinho, que tudo é de graça. Por que vocês gastam dinheiro com o que não é comida? Por que gastam o seu salário com coisas que não matam a fome? Se ouvirem e fizerem o que eu ordeno, vocês comerão do melhor alimento, terão comidas gostosas. Escutem-me e venham a mim, prestem atenção e terão vida nova. (…) Procurem a ajuda de Deus enquanto podem achá-lo; orem ao Senhor enquanto ele está perto. Que as pessoas perversas mudem a sua maneira de viver e abandonem os seus maus pensamentos! Voltem para o Senhor, nosso Deus, pois ele tem compaixão e perdoa completamente.” Isaías 55:1 a 3, 6 e 7
A grande riqueza que eu encontrei em Cristo é paz em meio do caos, certeza de cuidado e proteção de Deus a cada dia. Ele não se alegra com a injustiça, e defende os oprimidos. Porém não tem prazer na morte do ímpio, antes espera com paciência que ele se arrependa e viva – Ezequiel 18. Há limites, e a cada dia vejo a profecia de Cristo acontecendo mais intensamente: o amor se acabando no mundo – Mateus 24:12. Mas essa realidade aponta para a próxima parte dessa profecia do Senhor: Virá o fim! Mateus 24:14 Aqui temos dor e sofrimento, mas isso terá fim! Jesus nos oferece paz e uma vida de descanso em seu amor agora mesmo, e anuncia o fim do sofrimento e maldade com o estabelecimento de seu Reino eterno.
Aquele que crê em Cristo, ainda que morra, viverá! João 11:25 A riqueza dele não é apenas para esta vida, mas é também a certeza da ressurreição e vida eterna! “Aos cansados ele dá novas forças e enche de energia os fracos. Até os jovens se cansam, e os moços tropeçam e caem; mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam.” Isaías 40:29 a 31 “O Senhor responde: Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca esqueceria vocês. Isaías 49:15
O Deus que eu conheço é um Deus de amor. Não está preocupado com o que eu fiz, nem com quem eu sou agora, mas com a minha decisão daqui para frente. Ele odeia a maldade, mas me ama de tal maneira que enviou seu único Filho para morrer afim de me dar vida eterna! Me trata com amor e está disposto a me tornar o melhor possível. O meu Deus, que se revela nas páginas da Bíblia, ama cada ser humano, seja quem for, e seu prazer é restaurar em nós a alegria, a paz e a felicidade que ele planejou para nós. Ele preparou um futuro glorioso, um Reino de paz, sem qualquer vestígio de tristeza ou dor, para cada um de nós, e oferece agora mesmo auxílio e descanso a quem quiser, gratuitamente, pelo poder de seu Espírito.
O sonho de Deus é a nossa vida restaurada, completa, plena! Plenitude completa somente será realidade na eternidade, mas em Cristo podemos desfrutar sua maravilhosa graça hoje. O sonho dele é uma vida abundante de paz e descanso desde já para quem quiser.
Eu pensei em cada leitor ao escrever hoje, e meu sincero desejo é que essa mensagem traga alegria, ânimo e esperança ao seu coração. O Evangelho me trouxe isso, e por isso digo que não se deve desanimar jamais, porque Deus pode resolver qualquer coisa, por mais difícil que seja. Ele tem feito isso por mim. Louvado seja o seu nome! Aleluia!
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências


Bíblia: Nova Tradução na Linguagem de Hoje

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Práticas de Ensino


Comecei um curso superior há alguns anos e havia uma matéria chamada prática de ensino, onde o professor nos orientava nos estágios e outras atividades práticas que tínhamos para desenvolver naquela área de estudo. Todo trabalho humano é de alguma forma prático, e sem prática se torna teoria inútil. Da mesma forma Jesus nos deu exemplo prático. Em sua vida encontramos muitos exemplos práticos de seu ensino. A prática do amor é o tema mais exemplificado por suas ações. É um dos temas mais cobertos pelo Evangelho de Cristo. Ele enfatizava isso em palavras e atos. Para o Mestre ninguém estava excluído de seu Reino, a não ser por decisão própria. Apelava a todos em seu trabalho de amor, falando ao coração, mesmo aos seus inimigos. Almejava salvá-los também. Um exemplo claro desse modo de agir de nosso Senhor Jesus é o do homem da mão aleijada.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas contam essa história da vida de Cristo. E para entender o que aconteceu no contexto bíblico é necessário estudar o episódio em todos esses textos, por isso passo a comparar as referidas passagens agora. Para facilitar o entendimento, também uso três traduções da Bíblia.
Mateus 12:9 e 10:
“Saindo daquele lugar, dirigiu-se à sinagoga deles, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada. Procurando um motivo para acusar Jesus, eles lhe perguntaram: “É permitido curar no sábado?”” NVI1
“Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles. Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado?” ARA2
“Jesus saiu dali e foi para uma sinagoga. Estava ali um homem que tinha uma das mãos aleijada. Então algumas pessoas que queriam acusar Jesus de desobedecer à Lei lhe perguntaram: É contra a nossa Lei curar no sábado?” NTLH3
Jesus entra em uma sinagoga e ali há um homem da mão aleijada. O mestre veio trazer vida, restauração. Não pode ver o sofredor sem sentir em seu íntimo o anseio de lhe dar alívio. O amor é a força que o impulsiona. Seus inimigos, geralmente escribas e fariseus, conhecedores da lei que não aceitavam o salvador porque não apoiava seus ensinos errôneos, lhe perguntam se está certo ou errado curar no sábado, se é lícito. A questão entre eles e Jesus nesse caso é essa: a guarda do mandamento permite ou não curar pessoas? Mas seu objetivo é acusar o Mestre, armar cilada para ele, porque por suas tradições diziam que não podia curar nesse dia. Não lhes interessa fazer o bem, ajudando outros. Baseiam-se apenas em suas tradições.
Lucas 6:7 e 9:
“Os fariseus e os mestres da lei estavam procurando um motivo para acusar Jesus, por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado.” NVI1
“Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer?” ARA2
“Então Jesus disse: Eu pergunto a vocês: O que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?” NTLH3
Mateus 12:11 e 12:
“...Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem.” ARA2
“...Se um de vocês tiver uma ovelha, e no sábado ela cair num buraco, será que ele não vai fazer tudo para tirá-la dali? Pois uma pessoa vale muito mais do que uma ovelha. Portanto, a nossa Lei permite ajudar os outros no sábado.” NTLH3
Dessa forma Jesus nos ensinou que o sábado deve ser guardado com amor, praticando o bem, porque é lícito salvar a vida praticando o bem nesse dia. A questão entre eles era exatamente essa: o que pode e o que não pode no sábado? Como guardar o mandamento? E Jesus lhes pergunta: fazendo o bem ou o mal? Salvando a vida ou deixando morrer? Ele ama cada um de nós. Aquele homem aleijado estava sofrendo, e o Mestre depois de dizer que é permitido fazer o bem no sábado, salvar a vida e não deixar morrer, curou o homem, praticando ele mesmo o que acabara de ensinar. Jesus nos mostra que esse é um dia de alegria, e portanto não há impedimento algum em fazer o bem. Ele demonstra que o amor é a essência da sua Lei. Seu amor está disponível a todos, até para seus inimigos.
Marcos 3:5 e 6:
“Irado, olhou para os que estavam a sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles, disse ao homem: “Estenda a mão”. Ele a estendeu, e ela foi restaurada.” NVI1
“Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada.” ARA2
“Então Jesus olhou zangado e triste para eles porque não queriam entender. E disse para o homem: Estenda a mão! O homem estendeu a mão, e ela sarou.” NTLH3
“Então os fariseus saíram e começaram a conspirar com os herodianos contra Jesus, sobre como poderiam matá-lo.” NVI1
Escribas e fariseus estavam sempre em choque com Jesus porque já haviam rejeitado seu ensino, já o haviam rejeitado como Messias, e planejavam matá-lo. Em todos os casos onde o acusam de transgredir o sábado ele estava curando alguém ou apoiando a prática do bem, nunca trabalhando para ganhar o pão. E manteve-se fiel ao mandamento, fazendo o bem, como deixa evidente nesse caso do homem da mão aleijada, mesmo correndo o risco de morte da parte de seus inimigos. Seu exemplo nos ensina, assim, que o amor ao próximo é o elo de perfeição que está no centro da lei. Ele chega a dizer que seu mandamento de amar as pessoas como ele amou é novo (João 13:34), porque naquele tempo os mestres da lei ensinavam a guardar a lei pisando no próximo, segundo suas tradições, e não de acordo com a vontade do Pai, e por esse motivo os discípulos tinham essa ideia errada sobre o assunto. Ele ensinou que se a nossa justiça não for muito superior à dos escribas e fariseus de seu tempo, guardando os mandamentos e ensinando as pessoas a fazer isso, seremos considerados mínimos no Reino do céu, e jamais entraremos nele – Mateus 5:19 e 20.
O pior cego é aquele que não quer ver. Eles rejeitaram o seu salvador, mesmo vendo claramente a verdade nele, em suas palavras e ações, mesmo convivendo com ele. Estavam prontos a matar até o seu próprio salvador para não se arrepender de seus pecados e serem salvos por ele.
Que contraste entre Jesus e seus acusadores! Um o senhor da vida, emanando vida e alegria, restaurando pessoas, curando aleijados, pregando a prática da Lei do amor. Os outros criticando, sempre à procura de um artifício para condenar o salvador, seu próprio salvador. Jesus ficou irado com eles porque, por seu coração duro e insensível, chegavam ao ponto de dizer que a Lei de Deus proíbe praticar o bem, ajudando o necessitado. Rejeitando o Messias, ali diante deles, mesmo vendo a prova da veracidade de seu ensino. Não o rejeitavam por estar errado, mas por seu orgulho em não abrir mão de sua tradição equivocada, e admitir ser Jesus, o humilde galileu, que não foi aluno de suas escolas, o Messias.
O Mestre queria salvá-los, e por fecharem o coração ele fica profundamente entristecido. Irado com suas atitudes insensíveis para com as pessoas necessitadas, mas profundamente triste com eles porque não pode salvá-los. Ele ama seus inimigos. Ama cada ser humano, por mais longe que tenha ido no pecado. E assim como a salvação estava disponível para escribas e fariseus, que não a tiveram por sua rejeição da oportunidade a eles oferecida, está disponível a cada ser humano hoje, sem distinção. O amor de Jesus é meu e seu agora mesmo, precisamos apenas aceitá-lo em nosso coração e crer nele!
A paz de Jesus esteja contigo! Que seu amor seja acolhido em nossos corações e possamos juntos nos alegrar por sua grande salvação!


Referências


Bíblia:
1 – Nova Versão Internacional
2 – Almeida, Revista e Atualizada, 2ª Edição
3 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Amor Eterno


“Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí.”


“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de Muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas...” Hebreus 1:1 a 3
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. O verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” João 1:1 a 5, 10 a 14
“Porque Deus amou ao mundo de Tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16
“Ele [Deus] nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Colossenses 1:13 a 17; 2:9
“...Cristo Jesus, (…) subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é senhor, para a glória de Deus Pai.” Filipenses 2:5 a 11
“Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.
“Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.” Isaías 53:2 a 11
Jesus é Deus Conosco. Ele nos ama de forma tal, que as palavras são impotentes para descrever seu amor. Pela desobediência à lei de Deus os homens trouxeram a morte sobre si, então Jesus veio e ofereceu sua vida como oferta pelo pecado de todos nós, para nos dar vida eterna com ele junto ao Pai. Por seu amor Jesus pagou por nossos pecados, morrendo na cruz para satisfazer a penalidade da lei, e nos dá poder para vencer o pecado em nossa vida por seu Espírito e viver uma nova vida em harmonia com Deus. Ele fez a paz entre nós e Deus, veio para restaurar nossa vida em seu maravilhoso amor. Assim, por meio da obediência aos seus mandamentos, seu amor permanece em nós e nós nele, como ele guardou os mandamentos do Pai e permaneceu em seu amor – João 15:10.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ajude Nossas Crianças Indígenas


Certa vez perguntaram a Jesus: quem é o meu próximo? E ele respondeu contando um fato ocorrido naquela região, a história do bom samaritano. Um judeu havia sido atacado por salteadores no caminho e um samaritano, que os judeus consideravam imundos e desprezavam, parou e cuidou dele. O Evangelho de Cristo é prático.
“Certo homem, disse Ele, descia de Jerusalém para Jericó. O caminho era íngreme e pedregoso, através de uma região deserta e agreste. No meio da viagem foi assaltado por ladrões e despojado de tudo o que levava. Bateram nele e deixaram-no ferido e quase morto. Enquanto ali estava, desceram pela mesma estrada, primeiro um sacerdote e depois um levita do templo de Jerusalém, mas, em vez de ajudá-lo, passaram pelo outro lado do caminho, ignorando-o. Esses homens haviam sido escolhidos para ministrar no templo de Deus e deveriam ser como o Senhor a quem serviam, cheios de bondade e misericórdia, mas seus corações eram frios e insensíveis.
Depois de certo tempo, um samaritano se aproximou. Os samaritanos eram desprezados e odiados pelos judeus. Os que pertenciam a esse povo nada recebiam dos judeus, nem mesmo água para beber ou um pedaço de pão. Mas o samaritano não parou para pensar nisso. Nem mesmo cogitou que os assaltantes ainda poderiam estar por perto espreitando o caminho. Ali sofria o pobre homem, sangrando e quase morto. O samaritano tirou a túnica e nela envolveu o ferido. Deu-lhe bebida e tratou seus ferimentos com azeite. Depois colocou-o sobre o animal e levou-o a uma hospedaria, onde cuidou dele a noite toda. No dia seguinte, antes de partir, pagou ao hospedeiro para que cuidasse dele até que se recuperasse. Assim narrou o fato; depois, voltando-se para o doutor da lei, perguntou-lhe: “Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?” O doutor respondeu: “O que usou de misericórdia para com ele.” Disse-lhe então Jesus: “Vai e procede tu de igual modo.” Lucas 10:36, 37. ”1
Hoje vi uma iniciativa da ONG Atini. Os primeiros habitantes de nosso país são os índios, e hoje eles estão com sérios problemas de território em constantes lutas com fazendeiros pela posse de suas terras, que vêm diminuindo. Nesse contexto, a ONG Atini encontrou um problema sério que me chocou e chamou muito a atenção: o descaso com as crianças indígenas. Segundo a ONG não há condições dignas de saúde entre eles, e o índice de morte infantil é muito alto, até quatro vezes maior que a média nacional porque não há cuidados médicos básicos para as crianças. Numa tentativa de mudar isso a ONG fez um abaixo assinado na web para cobrar os cuidados médicos necessários do governo brasileiro. O abaixo assinado circula nas redes sociais desde sexta-feira, 19 de abril de 2013, dia do índio.
Eu já assinei o abaixo assinado, porque todo ser humano, de toda raça e cor, merece ser tratado com dignidade e respeito, como meu Mestre demonstrou. Você pode ajudar assinando também. Assine aqui.
A paz de Cristo esteja contigo!


Referências

Change.org
1 – Vida de Jesus, Ellen G. White

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Maior Rede Social do Universo


A web nos deu a oportunidade de estar sempre ligados a pessoas, em qualquer lugar no mundo. Online conversamos com amigos e compartilhamos muitas coisas. Temos várias redes sociais onde interagir. Ainda sou meio leigo nesse assunto, mas já estou ligado a algumas redes, e tenho usado as ferramentas de integração para compartilhar ao mesmo tempo em mais de uma rede algo que tenha me interessado. Há o aspecto positivo e o aspecto negativo das redes, mas o assunto de que trato agora tem que ver com a parte boa da rede: a comunicação facilitada e rápida. Redes como Facebook faturam milhões com propagandas por ter tanta gente ligada nelas.
Há uma rede social tão antiga quanto a humanidade, algo de fato extraordinário, que está disponível a todos nós. Uma rede gratuita e ao mesmo tempo extremamente útil e necessária. Nossas redes sociais surgiram da distância e da necessidade de facilitar a comunicação. Essa rede também surgiu quando a distância passou a existir e ela se fez necessária. Antes do pecado Deus falava pessoalmente com Adão e Eva. Depois do pecado contaminar nosso mundo Deus não falou mais diretamente com o ser humano. A partir daí ele começou a utilizar profetas para se comunicar e nós precisamos orar a ele. Diferente das nossas redes sociais, o “lucro” que Deus tem com sua rede de comunicação conosco é nossa felicidade e segurança.
Deus nunca abandonou o ser humano. Jesus se dispôs a pagar o preço com seu sangue para que nós tivéssemos livre acesso a Deus e à eternidade novamente. Deus estabeleceu sua rede de comunicação conosco de várias formas: “Antigamente, por meio dos profetas, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados, mas nestes últimos tempos ele nos falou por meio do seu Filho...” (Hebreus 1:1 e 2). A Bíblia é o registro de toda a informação fundamental que Deus nos deu por meio dos profetas. Nela encontramos também a revelação de Jesus, que sendo “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser” (Hebreus 1:3), nos mostrou o caráter de Deus em sua vida, em suas palavras, com seu jeito de ser, porque quem vê o Filho vê o Pai (João 14:7 a 9). Por meio dos profetas Deus revelou-se em figuras e sombras, mas em Jesus ele se revelou de forma completa. Ele literalmente veio viver entre nós. Havia ruídos de comunicação em relação aos profetas, mas quando Deus enviou Jesus, sua comunicação foi perfeita. “Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.” (João 1:18)
Através da revelação bíblica podemos aprender com Cristo a orar a Deus e estar sempre ligados com ele por meio de Cristo. Para permanecer ligados a Deus em oração precisamos orar em nome de Jesus, porque ele é nosso advogado junto a Deus. (João 14:13 e 14; I João 2:1) Não há nenhum intermediário além de Jesus no céu intercedendo por nós. (I Timóteo 2:5) Esse é o trabalho de Cristo e nossa grande vantagem é contar com ele. Jesus é como a web nas redes sociais, ele é a ponte que permite nossa ligação com o Pai e dessa forma temos acesso direto a Deus.
A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Jesus orava desde pequeno. Passava horas meditando no amor de Deus em meio à natureza, estudando as Escrituras e orando. Em seu ministério aprofundou ainda mais a comunicação com o Pai por meio da oração. Orava em momentos especiais desde o anoitecer até próximo de seis horas da manhã (Mateus 14:23 a 25), orava de madrugada (Marcos 1:35), orava para que Deus abençoasse as crianças (Mateus 19:13 e 14), tinha hábito de orar em lugares desertos (Lucas 5:16), passava a noite em oração antes de decisões muito importantes (Lucas 6:12 e 13). Na transfiguração, quando Jesus deixou sua divindade resplandecer diante dos discípulos, ele estava reunido com eles em oração. Ali o Pai falou com eles, dizendo para ouvir Jesus, seu Filho amado. (Lucas 9:28 a 36) Nosso mestre, mesmo sendo Deus Conosco, dedicou-se inteiramente ao Pai e manteve-se conectado com ele sempre, por meio da oração. Se ele, mesmo subsistindo em forma de Deus (Filipenses 2:6), precisou buscar tanto o poder de Deus por meio da comunhão com o Pai, as vezes a noite inteira, em oração, para cumprir sua missão, que devemos fazer nós, pecadores, para vencer o mal em seu poder?
Os discípulos sempre viam Jesus orando, e sua ligação com Deus era tão maravilhosa que eles pediram para que os ensinasse a orar. Ele então lhes deu um modelo, a oração do Pai Nosso (Lucas 11:1 a 4; Mateus 6:5 a 15). Nessa oração o Mestre ensinou a reconhecer a santidade de Deus em oração, pedir pelas necessidades básicas, pedir perdão pelos nossos pecados, pedir para que nos proteja da tentação e pedir pela vinda de seu Reino. Nesse contexto ele explicou que precisamos perdoar os outros antes de pedir perdão a Deus, porque Deus não perdoa quem não perdoa os outros; que não devemos fazer orações decoradas mas dizer o que precisamos, porque Deus conhece nossas necessidades; que precisamos perseverar na oração, como um amigo importuno, porque Deus está mais disposto a nos atender do que os pais aos filhos; que devemos orar insistentemente pelo poder do Espírito Santo, porque Deus está ansioso para atender esse pedido (Lucas 11:13).
Jesus ensinou-nos a orar em seu nome: porque ele é nosso advogado diante de Deus (I João 2:1) e porque ninguém chega a Deus se não for por meio dele: ele é o caminho para o Pai (João 14:14 e 14:6). Orar em seu nome também tem outro aspecto. O nome de alguém no contexto hebreu carregava seu caráter, e isso quer dizer que orar em nome de Jesus significa pedir coisas que ele aprova. Isso também explica porque Deus não atende as orações que não satisfazem essa condição (Tiago 4:1 a 4). O pecado, que é a desobediência à lei (I João 3:4), nos separa de Deus e bloqueia nossa conexão com ele, para que não atenda nossas orações (Isaías 59:2), e a oração daqueles que desprezam a lei de Deus é abominável a ele (Provérbios 28:9).
Tenho orado a Deus em nome de Jesus há um bom tempo, e em resposta Deus já me deu muitas bênçãos. Oro também por você que lê o que escrevo, para que Deus o abençoe. Mas há uma experiência que quero compartilhar contigo sobre a oração. Como eu disse aqui, há orações que Deus atende imediatamente, quando pedimos que nos livre do mal, em momentos como esse que aconteceu comigo. Isso também é verdade em relação à orações pedindo perdão por nossos pecados sinceramente, e pedindo poder para não pecar. Quando eu morava no sítio com meus pais, há alguns anos, havia uma família que morava próximo de nós. Uma mãe com alguns filhos. O mais velho começou a ter pesadelos e, um dia, sonâmbulo, quase matou o irmão que dormia próximo. A mãe viu e impediu. Os meninos começaram a ver coisas perto de casa, no sítio deles, durante o dia. A mãe ficou sem saber o que fazer. Naquela semana eu passei lá e ela me contou isso, então ensinei ela e os filhos a orar, pedindo proteção de Deus para o dia e para a noite, antes de dormir e ao acordar. As coisas voltaram ao normal e o menino não teve mais sonambulismo. O sonambulismo é um pouco misterioso, mas Deus pode proteger. E podemos buscar sua proteção em oração. Como disse aqui, existem anjos de Deus e anjos caídos lutando agora mesmo por nós. Os anjos caídos estão prontos a causar todo tipo de desgraça, inclusive problemas como o que aconteceu com o menino sonâmbulo que mencionei. Eles não oravam. E se não estamos protegidos por Deus em oração, ficamos à mercê dos anjos malignos. Orar em meu ponto de vista é uma necessidade urgente, e sem oração mesmo o maior esquema de segurança e até o lugar mais tranquilo é perigoso, porque como diz a Escritura, se Deus não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela (Salmos 127:1).
Jesus orava sempre, às vezes a noite inteira. A oração é uma das formas de estarmos ligados com Deus, e nosso privilégio. Vivo sempre conectado com Jesus por meio da oração. Quando há problemas, elevo o pensamento em oração pedindo luz para encontrar uma solução. Quando saio, oro por proteção. Em provas e outras atividades tem sido maravilhoso poder contar com Jesus para lembrar de coisas necessárias e ter calma, elevando o pensamento a Deus em oração. Na verdade não posso conceber minha vida sem oração. Essa ligação me mantém sempre online com Deus, o dia todo. Aprendi com Cristo a aproveitar a bênção da oração diariamente, e elevar também o pensamento em gratidão a Deus por meio da oração.
A oração que Jesus nos ensinou não é bicho de sete cabeças, é simples, e eficiente. Trata-se de falar a Deus como a um amigo. Esse foi um dos segredos de seu sucesso em sua missão e ministério. A oração é o meio que Deus deu ao homem depois do pecado para estar sempre ligado com ele, e obter auxílio sempre que necessário. Abrir o coração a Deus tem sido uma experiência maravilhosa em minha vida, juntamente com o estudo da Palavra. Assim Deus fala comigo por meio da Palavra e eu falo com ele pela oração. A rede social de Deus desde o início é constituída de oração e meditação. Dessa forma ele capacitou os profetas e deu poder a seus filhos de todos os tempos. Através do estudo da Escritura Sagrada e da oração nosso Senhor Jesus esteve sempre perto do Pai, recebendo poder para cumprir sua missão. Nessa rede também protegemos uns aos outros, orando uns pelos outros, para que Deus abençoe as pessoas. Deus não interfere na nossa liberdade de escolha, mas a oração intercessora de amigos lhe dá oportunidade de interferir para o bem de alguém porque outras pessoas estão pedindo. Assim temos o poder de abençoar outros por meio da oração. O amor de Jesus abriu o céu a nós, e em seu maravilhoso amor hoje ele intercede por nós e nos dá a oportunidade de estarmos conectados a Deus em oração e se unir a ele pedindo as bênçãos de Deus a outros.
A paz esteja contigo!


Referências


Vida de Jesus – Ellen G. White
Bíblia: Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Almeida Revista e Atualizada e Nova Versão Internacional

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Regras?


Todo aparelho eletrônico, toda máquina, tem um manual de operação do fabricante. A vida útil de determinada máquina ou aparelho eletrônico depende da forma como as instruções do fabricante são seguidas ou não. Os carros têm seu tipo de combustível, de óleo, e uma série de outros requisitos a serem atendidos para evitar o desgaste prematuro e até um dano grave. Ninguém em sã consciência abastece um veículo movido à gasolina com álcool ou outra substância.
Quando leio a narrativa do evangelho, vejo como Jesus amava profundamente o ser humano. Por onde passava levantava o abatido, curava o doente. Imagino o Mestre observando as pessoas, procurando lançar vida na alma, restaurar o coração, afim de que sua vida fluísse neles, como rios de água viva. Nesse contexto suas palavras ganham sentido mais profundo ao tratar do aspecto moral. Ele diz claramente: “Não pensem que eu vim para acabar com a lei de Moisés ou com os ensinamentos dos profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isso é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer à lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado grande no Reino do Céu.” (Mateus 5:17 a 19). Assim como os manuais dos fabricantes têm as regras que garantem a utilidade do produto por mais tempo em melhores condições, ao criar o ser humano, Deus nos deu regras para nossa felicidade, saúde e bem-estar. Os mandamentos a que Cristo se refere nesse discurso são os dez mandamentos da lei moral. Ele enfatiza e aprofunda a aplicação prática dos últimos, que tratam do nosso relacionamento com o outro: Não matarás (Mateus 5:21 a 26), não adulterarás (Mateus 5:27 a 32), destacando a prática do amor ao próximo, mesmo quando ele não merece isso, sem exaltação própria; ele mostra que a forma como tratamos nosso próximo é determinante para sermos perdoados por Deus (Mateus 5:33 a 6:18).
O quarto mandamento da lei moral, que trata da santidade do sábado, era carregado de regras no tempo de Cristo. Era proibido até carregar uma agulha, andar mais que determinada quilometragem, entre outros absurdos. Devido a esses exageros, escribas e fariseus estavam constantemente criticando Jesus, acusando-o de quebrar a lei do sábado. Jesus curava no sábado os doentes, e num dia em que estavam longe de casa e sem comida aprovou a ação dos discípulos, ao colherem trigo com as mãos para comer na hora, devido à fome, quando passavam por uma plantação de trigo. (Mateus 12:1 a 8) Havia uma lei em Israel que alguém poderia colher o que pudesse carregar na mão para comer ao passar em uma plantação. Então o acusaram por ser sábado. Jesus disse: “...a nossa lei permite ajudar os outros no sábado” (Mateus 12:12). Em nenhum momento ele invalidou o mandamento. Jamais o encontraremos trabalhando para seu próprio sustento no sábado, violando o mandamento (Êxodo 20:8 a 11), o que seria motivo de crítica avassaladora, já que seus inimigos o criticavam até por curar pessoas nesse dia. Há quem diga que Jesus estabeleceu a santificação do domingo em lugar do sábado por causa da sua ressurreição, mas essa é uma grande falácia, visto que não há nenhuma referência a essa mudança nos evangelhos, pelo contrário, ele deu a cerimônia da Santa Ceia como ritual a ser feito em memória de sua morte e ressurreição (Lucas 22:14 a 20); e Paulo nos informa que o batismo também foi dado pelo mestre como símbolo da sua aliança conosco por meio da morte e ressurreição dele, de forma que morremos para uma vida de pecado e vivemos uma nova vida em obediência à lei pela graça de Jesus (Romanos 6:1 a 14). Os evangelhos, escritos alguns anos depois da morte de Jesus, não registram nenhuma mudança em relação ao sábado do quarto mandamento, antes enfatizam como todos os seguidores do Mestre o respeitavam, tanto que sua mãe e outras mulheres deixaram de ungir seu corpo na sexta-feira à tarde (dia da preparação para o sábado) porque começava o sábado (o dia era contado do pôr-do-sol de sexta-feira ao pôr-do-sol de sábado) “E no sábado elas descansaram, conforme a lei manda.” (Lucas 23:54 a 56) Foram no domingo de manhã ao sepulcro para ungi-lo (Lucas 24:1).
Jesus estabelece a obediência aos mandamentos como fruto do nosso amor a ele e a Deus, assim como ele mesmo fez (João 14:21 e 15:10), isso “para que a sua alegria esteja em nós e a nossa alegria seja completa” (João 15:11). Por meio dele, em seu poder, como resultado de nosso relacionamento com ele, temos condições de obedecer aos seus mandamentos, “porque sem ele nada podemos fazer” (João 15:5). Dessa forma Jesus nos deixa muito claro que “o amor ao próximo é o cumprimento da lei” (Romanos 13:8 a 10). Isso ele demonstrou de forma bem enfática em sua vida, provando que a prática da lei é a maior necessidade da humanidade.
Diferente das nossas leis, que embora sendo necessárias e úteis podem ser também falhas e injustas, Jesus nos mostra por sua palavra e prática de vida que a lei de Deus, expressa em seus dez mandamentos, é santa, justa e boa (Romanos 7:12). Base do caráter de Deus, tão sagrada quanto ele mesmo, é o conjunto de regras de amor que Jesus nos deu para nossa felicidade completa (João 15:11).
“Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (Romanos 3:31) Paulo esclarece que somos pecadores e impotentes para obedecer a lei moral, mas não precisamos ficar desesperados, porque Jesus pagou com seu sangue por nossos pecados e nos perdoa. Dessa forma Deus nos aceita e justifica por meio de Jesus e, mantendo comunhão com ele, o Espírito Santo produz a obediência exigida pela lei em nós. Assim nós conseguimos vencer o pecado, unindo nossos esforços ao poder divino. Nos tornamos filhos de Deus e herdeiros da vida eterna. (Romanos 7:14 a 8:17; Gálatas 5:22 e 23)
A lei moral ainda é frequentemente confundida com a lei cerimonial que regia os sacrifícios e a circuncisão, e constava de ordenanças a respeito de rituais, várias festas e dias festivos comemorados pelos judeus. Tudo isso era figura e sombra do sacrifício de Jesus e deixou de valer com sua morte. As igrejas de Éfeso e da Galácia estavam com sérios problemas porque os judeus cristãos queriam impor a prática da lei cerimonial nessas igrejas. Por isso Paulo escreveu as cartas de Efésios e Gálatas. Gálatas 3:17 nos diz claramente que essa lei foi dada 430 anos depois de Abraão, por meio de Moisés. A lei moral dos dez mandamentos, ao contrário, é encontrada antes mesmo do pecado, no Gênesis, quando Deus descansa, abençoa e santifica o sábado do quarto mandamento (Gênesis 2:1 a 3; Êxodo 20:8 a 11; Hebreus 4:1 a 11). Na Carta aos Gálatas Paulo os exorta a viver em obediência à lei moral dos dez mandamentos, fundamentada no amor (Gálatas 5:13 a 26), por meio da fé em Cristo e não baseados na lei da circuncisão, com seus ritos e cerimonias (Gálatas 5:2 a 12). Eles estavam deixando essa prática do evangelho de Jesus para praticar a lei cerimonial e obter a salvação por seus próprios méritos, porque alguns estavam pervertendo o evangelho de Cristo. (Gálatas 1:6 a 9) A mesma situação encontramos no livro de Efésios, onde ele enfatiza a prática da lei moral com o poder do evangelho e explica a nulidade da lei cerimonial, que constava de ordenanças (Efésios 2:15). Ele advertiu que, depois de sua morte, na própria igreja se levantariam pessoas “falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (Atos 20:29 e 30)
Nosso senhor Jesus Cristo é um exemplo perfeito de obediência aos mandamentos da lei moral. Ele nos ensinou a fazer o mesmo. Os apóstolos, como Jesus, ensinaram as pessoas a praticar os mandamentos da lei moral pela fé em Cristo, com o poder do Espírito Santo, amando o próximo. Assim como Jesus exaltou a lei moral acima da tradição de seu tempo (Mateus 15:1 a 20), os apóstolos exaltaram a mesma prática em detrimento da prática de cerimônias sacrificais e da circuncisão, que os judeus queriam impor aos cristãos, coisas que eram símbolos da morte de Jesus e tiveram seu fim com a cruz, onde Jesus “aboliu a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Efésios 2:15) (rituais de sacrifícios do santuário e festas baseadas na morte dos cordeiros). Posteriormente, o culto e adoração a imagens dos santos, a compra do perdão por meio de indulgências, a santificação do domingo em lugar do sábado bíblico (decretado por Constantino em 321 d.C. e adotado pela igreja em 364 d.C., no Concílio da Calcedônia), entre outras diversas práticas, foram adotadas pela igreja cristã, cumprindo a profecia de Paulo (Atos 20:29 e 30). Os dez mandamentos bíblicos foram então alterados (compare-se Êxodo 20:3 a 17 com o catecismo), omitindo-se o segundo mandamento (Êxodo 20:4 a 6), substituindo o sábado pelo domingo (Êxodo 4:8 a 11) e dividindo-se o décimo em dois para suprir a falta do segundo (Êxodo 20:17). As igrejas que surgiram da reforma ainda ensinam a santificação dominical em lugar do sábado, seguindo a tradição da igreja de Roma.
Jesus nos dá o exemplo de fidelidade a Deus. Ele obedeceu aos mandamentos, acima de tradições humanas, e nos disse para fazer o mesmo por amor a ele (João 14:21). Somente por meio dele e seguindo seu exemplo, podemos chegar a Deus. Ele é o caminho para o céu (João 14:6). Os discípulos também nos ensinam a obedecer a Deus acima de tudo (Atos 5:29). E João nos exorta a seguir o exemplo de Jesus, vivendo como ele viveu, guardando seus mandamentos (I João 2:4 a 7). O evangelho nos apresenta a lei moral, regras dadas por Deus desde o princípio do mundo para nossa própria felicidade e vida. Ele é nosso criador e sabe o que é melhor para nossa vida.
A paz esteja contigo!


Referências


Bíblia – Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Almeida Revista e Atualizada.
Visões do Céu – Ellen G. White.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O Maior Tesouro do Universo


Quando contemplo, na natureza, o alegre canto das aves e a melodia da noite no sítio; vejo como os pequenos animais e bichinhos vivem felizes, alegres, enchendo o ar de música. Isso me lembra de um momento em que Jesus, olhando para as cenas felizes e calmas da natureza, falou da riqueza maravilhosa que gozam os passarinhos, sem a nossa angústia e estresse louco diário atrás de bens e outras coisas. Eles simplesmente passam os dias em alegres melodias, se relacionando uns com os outros e colhendo seu alimento, sem se preocupar com a colheita ou armazenamento, e de nada têm falta, porque Deus supre suas necessidades. As plantas são lindas, e existem muitas que, como o lírio, superam as maiores grifes de moda, em sua beleza. Do mesmo modo que cuida dos animais e das plantas, Deus nos dá condições de termos o suficiente para viver, sem necessidade de se estressar e ficar ansiosos por isso. Podemos desfrutar a vida como os passarinhos, colocando Deus em primeiro lugar em nosso coração e confiando nele. Deixando a ansiedade com ele. Jesus nos assegura de que Deus dá muito mais valor a nós, tanto que deu o Filho para morrer afim de assegurar nossa felicidade eterna. Dessa forma podemos confiar a ele nossas preocupações e ele suprirá nossas necessidades. (Mateus 6:24 a 34)
Abraão, Isaque, Jó, entre outros, tiveram muitas riquezas materiais, e são exemplos bíblicos de pessoas que andaram com Deus. Ele não condena a prosperidade. Mas a forma como lidamos com ela. Essa semana em nosso guia de estudo da Bíblia estudamos mais um tema apresentado no livro de Oseias: amor e julgamento, o dilema de Deus. Oseias trabalhou entre 750 e 725 a.C. Visivelmente, Israel, dirigido por Jeroboão II, foi próspero e bem-sucedido, mais do que em qualquer época desde Davi e Salomão. Apesar da proeminência exterior, Israel estava fragilizado espiritual e moralmente. Eles estavam praticando adoração idólatra, adultério, embriaguez e sacrifício de crianças. Havia muita cobiça, violência e avareza. Um panorama não muito diferente da nossa realidade atual.
Aparentemente a humanidade está só em seus conflitos sociais. Mas a revelação bíblica nos mostra que Deus é juiz justo, e está atento e atuante na história humana. O livro de Oseias mostra que ele enviou o profeta para advertir o povo, e eles sabiam que Deus esperava que abandonassem suas práticas erradas e voltassem a ele afim de melhorar sua situação, mas não quiseram. Então foi permitido que a guerra devastasse o país e que seus inimigos de outros reinos os levassem cativos para outros países. Muitos morreram. A fome, a escravidão, e outros tantos sofrimentos foram o resultado de sua teimosia. Mas Deus foi misericordioso, e não permitiu que a desolação fosse total. Eles foram perdendo seu domínio gradualmente, tendo chances de se voltar a Deus no processo, até que foram espalhados por todo o mundo. Poderia ter sido bem diferente. Eles poderiam ter se arrependido, praticado a justiça e buscado a Deus, como fez o rei Ezequias de Jerusalém. Deus teria protegido eles, e enviaria os anjos para ajudar se necessário, como fez com Ezequias. (Isaías 36 e 37)
A Bíblia apresenta um Deus de amor, misericórdia e justiça. Um Deus que nos dá liberdade, mas quando a usamos para o mal e isso se generaliza tanto na sociedade que chega ao extremo, ele intervém. Há limite para o pecado humano. O povo antes do dilúvio; as cidades de Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim; os cananeus e outros diversos povos antigos; e até mesmo o povo de Israel, que Deus honrou e ao qual se revelou, todos eles ouviram a advertência para abandonarem suas práticas malignas, de uma forma ou de outra, mas como preferiram o mal, dado o limite, sofreram o juízo. Hoje não é diferente, e o próprio Cristo disse que Jerusalém sofreria o juízo divino por seus crimes, e do templo não ficaria pedra sobre pedra. (Mateus 24:1 e 2) Isso aconteceu alguns anos depois da morte dele. O povo, quando o condenou, pediu para ser responsabilizado pela sua morte: “Que o castigo por esta morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos!” (Mateus 27:25). Isso aconteceu com eles na destruição de Jerusalém, onde chegaram a praticar canibalismo quando a cidade foi sitiada, devido à falta de alimento. Mas mesmo então Deus enviou alguém para avisar, e os seguidores de Jesus confiaram em sua advertência e saíram antes da tragédia. E depois, no tempo de Hitler, quando os judeus foram massacrados em campos de concentração, em experiências científicas e outros horrores do holocausto. A maldição que tomaram sobre si foi terrível, mas mesmo em meio dela Deus enviou muitas pessoas para ajudar, e dessa forma muitos foram salvos.
Deus ainda julga com justiça, e hoje temos as profecias que apontam para um tempo próximo, quando a sociedade mundial vai atingir novamente o limite do pecado. Mas dessa vez Jesus virá pôr fim a esse mundo de desgraça e sofrimento, e estabelecer seu reino de paz e justiça para sempre. Nós temos liberdade para escolher o bem ou o mal, e isso nos trouxe até a presente situação onde mais uma vez a maldade começa a reinar no meio social. Como Oseias advertiu o antigo Israel, somos advertidos agora a abandonar o mal e trabalhar em favor do bem da sociedade, vivendo por Jesus, sendo pessoas de honra, para sermos participantes da glória do reino de Cristo em breve. Mesmo nesse contexto difícil em que vivemos, a prática do evangelho de Jesus promove uma vida de paz e onde a prosperidade pode ser desfrutada com equilíbrio, sem avareza. Dessa forma teremos a aprovação de Deus e sua proteção.
Quando Cristo fala das aves e dos lírios, ele menciona a comida, a bebida e as vestes. E não precisamos de mais do que isso para viver. Não há problema em ser rico, e é possível conciliar o evangelho com a prosperidade, mas precisamos ter cuidado para não cair no mesmo problema de Israel ao prosperar, dando lugar ao pecado e esquecendo de Deus, trazendo o juízo dele sobre nós como consequência de nossa maldade, como eles e muitos outros grupos fizeram. Como Israel no passado, Deus ainda espera por nós. Ele não tem prazer no juízo, mas não pode permitir que a injustiça reine. Por mais pecador que alguém seja, ele está disposto a restaurar e perdoar, mas precisamos ir a ele e buscar a cura. Depois permanecer ligados a ele, mantendo seu amor em nossa mente, ao meditar na vida de Cristo, para continuar crescendo e vencendo o pecado.
Deus nos deu um tesouro mais valioso do que qualquer riqueza, e do meu ponto de vista o ser humano mais rico não é o que tem mais dinheiro, mas aquele que tem a vida eterna em Cristo. Eu escolhi Jesus, e não estou preocupado com a riqueza. Porque o maior tesouro do Universo Deus entregou por nós: Jesus Cristo. E com ele nos dá gratuitamente todas as coisas. Tenho hoje a riqueza simples da flor e das aves: uma vida de paz, sem ansiedade, pela confiança no amor de Deus. Não tenho quase nada de material, mas tenho o suficiente. Se um dia vier a ter riqueza material desfrutarei isso, mas não tenho a ambição da riqueza. A única coisa que vou levar para a eternidade é o amor de Deus em meu coração, e isso basta para mim. Mas não pense que estou dizendo que é pecado desejar a prosperidade. O pecado é a avareza. Estou dizendo apenas que estou satisfeito com o suficiente para viver, mas esse sou eu.
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus quem morreu; e mais, que ressuscitou e está a direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: 'Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro'. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:28, 31 a 39)
Esse mundo com toda sua glória, riqueza, cobiça, corrupção e maldade passará, “mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (I João 2:17). Eu não vejo riqueza maior que aquela que Deus nos dá, gratuitamente, em Cristo Jesus. Riqueza de uma vida de paz aqui e uma vida eterna no futuro. O amor de Deus supera qualquer coisa, e ele é nosso por meio de Cristo. A riqueza de uma vida marcada pelo amor de Jesus, com a certeza do cuidado e segurança que só ele pode dar, não tem preço! Uma pessoa abençoada com riqueza tal distribui alegria, paz e amor por onde passa. Jesus nos convida a descansar nele. Ao seguir seus ensinos, por seu poder, ele vive em nosso coração, e sua vida emana em nossa vida, produzindo uma riqueza que não tem preço! Vida eterna! Deus é justo, ele conhece nossa dor nesse mundo injusto e cruel, mas isso não é o fim. Ele abre a cada ser humano o céu e a eternidade. Em Cristo há vida abundante: agora e na eternidade! Ele é a ressurreição e a vida!
A paz esteja contigo!


Referências


Caminho a Cristo – Ellen G. White
Profetas e Reis – Ellen G. White
Parábolas de Jesus – Ellen G. White
Lição da Escola Sabatina, 2º trimestre de 2013
Bíblia – Nova Versão Internacional e Nova Tradução na Linguagem de Hoje